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Índio Tibiriçá vai receber R$ 28,6 mi para recapeamento

Índio Tibiriçá vai receber R$ 28,6 mi para recapeamento
Índio Tibiriçá já foi conhecida como “rodovia da morte”, mas número de óbitos caiu depois que a estrada passou por modernização. Foto: Reprodução

A Rodovia Índio Ti­bi­ri­çá (SP-031) vai receber R$ 28,6 mi­lhões em investimentos pa­ra recuperação do pavimento asfáltico e implementação de nova sinalização. O montante vai contemplar os 37,2 quilômetros da via, que liga São Bernardo a Suzano e passa por Santo André e Ribeirão Pires.

O anúncio foi feito ontem (2), no Palácio dos Bandeirantes, pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB). A SP-031 integra pacote de R$ 506,3 milhões em obras de modernização e recuperação de 33 rodovias estaduais administradas pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e de 40 estradas sob gestão municipal. No total serão contemplados 936,6 quilômetros de rodovias e vicinais.

As rodovias vão receber R$ 390 milhões, enquanto as vicinais ficarão com R$ 116,3 milhões, in­clu­indo a contrapartida das prefeituras (R$ 16,3 milhões).

Os editais de licitação pa­­ra a contratação das obras serão publicados a partir de hoje (3). O processo licitatório correrá na modalidade Concorrência Menor Preço.

Procurada pela reportagem, a Secretaria Estadual de Transportes não informou a previsão para o início das intervenções, nem sua duração.
“Infraestrutura e logísti­ca são grandes geradoras de empregos e ativam fortemente a economia. As obras também ajudam os municípios na arrecadação do Imposto Sobre Serviços (ISS), além de atrair investimentos e melhorar a produtividade”, afirmou Alckmin.

Para o prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), que acompanhou o evento na Capital, as melhorias contribuirão pa­ra impulsionar a economia e incentivar o turismo regionais. “Além de estimu­lar o turismo, as intervenções na Índio Tibiriçá garantem segurança viária para milhares de veículos que trafegam diariamente na rodovia, além de gerar novos postos de trabalho”, disse.

Modernização

Antes conhecida como “ro­dovia da morte” e comparada à Régis Bittencourt, a Índio Tibiriçá passou por intenso programa de modernização – que, segundo o DER, demandou R$ 94,2 milhões em investimentos entre 2011 e 2017. Nesse período, o número de mortes na estrada caiu cerca de 90%.

Ainda assim, a Índio Tibiriçá continua sendo uma das vias mais perigosas dos sete municípios. Segundo o Infosiga, banco de dados estadual de acidentes de trânsito, 13 pessoas morreram na rodovia no ano passado.

Em 2011, o governo do Estado chegou a anunciar a realização de estudo de viabilidade da duplicação da rodovia, mas a intervenção nunca saiu do papel.

Naquela oportunidade, o DER informou que a duplicação seria viável se o fluxo superasse 10 mil veículos por dia. Em 2016, segundo relatório do órgão, o volume médio diário no trecho inicial da rodovia, em São Bernardo, era de 22,5 mil veículos.

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