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Indicador do BC confirma agosto fraco na economia

Mais um dado divulgado ontem (20) confirma a tese de que a atividade econômica perdeu fôlego em agosto.

O IBC-Br, indicador calculado pelo Banco Central para monitorar o desempenho da economia, caiu 0,91% em agosto ante julho. Foi o pior resultado desde maio de 2015 e ilustra os percalços do país para a retomada da atividade econômica.

O resultado decepcionou analistas que previam desempenho menos negativo (-0,69%) e encerrou safra de indicadores negativos do mês na indústria, no comércio e nos serviços.

Divulgado na terça-feira, o número de vendas no varejo mostrou queda de 0,6% em agosto ante julho. Quando se adicionam os setores de automóveis e construção civil, o recuo verificado é mais intenso e chega a 2%.

A indústria, por sua vez, teve tombo de 3,8% na mesma comparação.

Alguns analistas preveem que há risco de a saída da recessão ficar apenas para 2017.

“Algum sinal mais evidente de reversão da atual recessão só deve vir no último trimestre deste ano. Crescimento, provavelmente, só em 2017”, afirmou em relatório o economista-chefe do Banco Fator, José Francisco Gonçalves.

Na nota em que anunciou o corte de juros, na última quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC afirmou que as oscilações são normais para o atual estágio da economia, em estabilização com possível retomada gradual.

O IBC-Br ajuda o BC a tomar suas decisões sobre a taxa básica de juros.

O indicador oficial sobre o desempenho da economia é o Produto Interno Bruto (PIB), que mensura a soma de todas as riquezas produzidas pelo país e é elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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