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Incertezas políticas atrapalham, mas venda de veículos cresce 1,9% em julho

Fenabrave mantém otimismo para as vendas do setor neste segundo semestre. Foto: ArquivoAs vendas de veí­culos no Brasil continuam a dar sinais de lenta recuperação, mas as boas notícias vêm apenas do segmento de automóveis e comerciais leves, enquanto o de caminhões e ônibus continua patinando.

Dados divulgados ontem (1º) pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), que representa as concessionárias, revelam o emplacamento de 184,8 mil automóveis, comerciais leves e pesados em julho, com alta de 1,9% ante o volume licenciado no mesmo mês do ano passado (181,4 mil).

O resultado, porém, foi puxado pelo crescimento de 2,33% nas vendas de automóveis e comerciais leves, para 178,8 mil unidades, enquanto o segmento de caminhões e ônibus recuou 9,6% na mesma comparação, para 6 mil.

Na comparação com junho, houve queda de 5,19% nas vendas totais e de 5,48% nas de carros e comerciais leves, enquanto a de pesados avançou 4,34%.

O desempenho ruim na passagem de junho para julho já era esperado pela Fenabrave, devido às férias escolares e às incertezas do atual cenário político, que deixa os consumidores retraídos para as compras.
Hoje (2), a Câmara vota o prosseguimento de denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer (PMDB) por corrupção passiva.

No acumulado do ano até julho, as vendas totais cresceram 3,38% ante o mesmo período de 2016, mas novamente houve disparidade nos resultados de veículos leves e pesados. Enquanto no segmento de automóveis e comerciais leves houve al­ta de 3,95%, para 1,17 milhão de unidade, no de caminhões e ônibus houve recuo de 13,1%, para 33,9 mil.

“Apesar de julho ter sido negativo em relação a junho, no acumulado do ano o resultado foi positivo. As expectativas da Fenabrave para o segundo semestre se mantêm positivas, baseadas na maior oferta de crédito e na melhora dos índices de confiança”, comentou Alarico Assumpção Júnior, presidente da entidade, para quem os lançamentos pelas montadoras também favorecerão os resultados do segundo semestre do ano.

No mês passado, a Fenabrave revisou para cima a previsão de vendas de automóveis e comerciais leves para o encerramento do ano – de alta de 2% para 4,3%.

Em contrapartida, o segmento de caminhões e ôni­bus teve sua projeção piorada, de crescimento de 3,15% para retração de 10,2%.

O GM Onix foi o automóvel mais vendido do país em julho, seguido por Hyundai HB20 e Ford Ka.

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