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Incêndio volta a atingir arranha-céu residencial em Dubai

Incêndio volta a atingir arranha-céu residencial em Dubai

Um incêndio de grandes proporções voltou a atingir nesta quinta-feira (3) o arranha-céu conhecido como “A Tocha”, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. O prédio foi esvaziado e até o momento não há informações sobre vítimas.

O edifício -um dos mais altos do mundo- já havia sido atingido pelo fogo em 2015. Na época, pelo menos sete pessoas ficaram feridas.

De acordo com o governo de Dubai, o incêndio desta quinta (3) está controlado.
“Até o momento não foram reportados feridos no incêndio de ‘A Tocha'”, afirmou o governo em sua conta no Twitter.

Trump sugeriu a mexicano farsa sobre muro, indica registro

– A transcrição de um telefonema entre os presidentes Donald Trump (EUA) e Enrique Peña Nieto (México) mostra que o americano pressionou o homólogo a parar de dizer publicamente que seu país não pagará pela construção de um muro na fronteira.

A conversa foi divulgada nesta quinta (3) pelo jornal “The Washington Post”, que também publicou a transcrição de um telefonema entre Trump e o premiê australiano, Malcolm Turnbull.

Na campanha à Casa Branca, o republicano prometeu construir um muro em toda a fronteira com o México, mas disse que quem arcaria com os custos seria o país vizinho.

A ligação em 27 de janeiro, uma semana após Trump assumir a Presidência, veioapós Trump e Peña Nieto discordarem publicamente.

Na véspera, o presidente americano havia dito que se o México não quisesse pagar “pelo tão necessário muro”, era melhor cancelar uma reunião entre os dois dali a quatro dias. Algumas horas depois, o mexicano anunciou que não iria mais aos EUA.

No telefonema do dia seguinte, Trump disse que “se você vai dizer que o México não irá pagar pelo muro, então eu não quero mais encontrar com vocês porque eu não posso aguentar isso”, segundo a transcrição. “Você não pode falar isso à imprensa”, falou Trump diversas vezes.

O americano deixou claro que ele sabia que o fundo para o muro teria que vir de outras fontes, mas ameaçou cortar contato com o presidente mexicano se ele continuasse a declarar que não pagaria.

“Preciso que o México pague pelo muro, preciso. Venho falando sobre isso há dois anos”, disse Trump, que sugeriu a Peña Nieto que eles evitassem o assunto do pagamento quando questionados.

“Eles irão dizer: ‘Quem irá pagar pelo muro, sr. presidente?’ para nós, e devemos dizer ‘Veremos isso'”, afirmou o americano. “Vai funcionar. Ao contrário de você dizendo ‘Nós não vamos pagar’ e eu dizendo ‘Não pagaremos'”, completou Trump.

Peña Nieto afirmou então que entendia a posição de Trump sobre como se referir ao pagamento do muro e sugeriu que ambos buscassem “uma forma criativa de superar esse obstáculo”.

Trump admitiu também que a construção do muro é fundamentalmente um símbolo político: “Esta é a coisa menos importante das que estamos conversando, mas, politicamente, ela deve ser a mais importante”, disse.

O teor das conversas já havia sido publicado pela imprensa na época. As transcrições, no entanto, mostram a diplomacia pessoal de Trump, que mistura um tom duro e arrogante com uma tentativa de aproximação com pouco tato -como a declaração a Peña Nieto de que ele gostaria que os mexicanos pedissem uma emenda constitucional para o colega poder concorrer a um novo mandato de seis anos.

No telefonema ao premiê australiano, Malcolm Turnbull, no dia seguinte, Trump foi ainda mais agressivo.

Os dois conversavam sobre um acordo firmado pelo antecessor do republicano, Barack Obama, para que os EUA recebessem parte dos 1.600 refugiados abrigados em ilhas do Pacífico, e a Austrália, por sua vez, abrigasse pessoas deslocadas de Guatemala, Honduras e El Salvador, que enfrentam crises de segurança pública. Trump chamou o acordo de “idiota”.

“Estou fazendo essas ligações o dia todo, e essa é a mais desagradável”, disse o americano, afirmando ter tido uma conversa mais amistosa com o russo Vladimir Putin. “É ridículo.”

Promotores da Venezuela querem suspender Constituinte

O Ministério Público da Venezuela, comandado pela chavista dissidente Luisa Ortega Díaz, pediu nesta quinta-feira (3) à Justiça a suspensão da instalação da Assembleia Constituinte, a um dia da posse de seus membros.

A ação se baseia na acusação feita na quarta (4) pela empresa Smartmatic, responsável pelos sistemas usados na eleição do último domingo (30), de que o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) teria inflado o comparecimento.

No recurso, o Ministério Público argumenta que, diante da suspeita de fraude, a instalação da Constituinte deve ser suspensa até a realização de uma auditoria independente dos votos.

A Procuradoria usa como precedente a decisão do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) que impugnou a posse de três deputados acusados de fraude na Assembleia Nacional, dominada pela oposição, em janeiro de 2016.
Como o Legislativo não obedeceu, a Casa foi declarada em desacato e teve suas decisões consideradas nulas. No recurso, também é citada a ilegalidade da Constituinte por sua instalação não ter sido objeto de plebiscito.

O Judiciário não havia avaliado o recurso até a conclusão desta edição. A ação se soma à investigação anunciada por Ortega Díaz na quarta (2) contra as quatro reitoras chavistas do CNE pela suspeita de fraude na votação.

A denúncia de fraude, considerada infundada pelo órgão eleitoral, soma-se a outros fatores que puseram a eleição sob suspeita. Pesquisas apontavam que só 25% dos eleitores votariam -o número do CNE representa 41%.

O CNE ainda é questionado por ter anunciado os eleitos sem revelar o número de votos de cada um, que continuavam desconhecidos.

O Pátria para Todos, partido da base de Maduro, pediu a divulgação do documento.

O secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), Luis Almagro, expulsou do CNE da reunião entre os órgãos eleitorais dos países-membros.

Nesta quinta (3), o governo preparava a posse dos 545 constituintes, prevista para o Palácio Legislativo, apesar de a oposição dizer que só sairá à força do prédio, onde hoje está a Assembleia Nacional.

Ambos convocaram manifestações para o local. Enquanto o chavismo comemorará a instalação da Constituinte, seus rivais vão às ruas em repúdio à iniciativa.

O temor é que a desocupação seja violenta. Desde abril os opositores foram agredidos várias vezes no Palácio Legislativo por militantes e milicianos chavistas.

 

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