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Incêndio em submarino russo no Ártico mata 14 e Putin faz reunião de emergência

Ao menos quatorze marinheiros morreram no incêndio em um submarino em águas territoriais da Rússia no Oceano Ártico, perto da Base de Sveromorsk, informou nesta terça-feira, 2, o ministério da Defesa. Segundo o governo russo, o submarino fazia um estudo sobre o fundo do oceano quando o acidente ocorreu na segunda-feira. O presidente russo Vladimir Putin cancelou sua agenda e reuniu-se com o Ministério da Defesa, Serguei Shoigu, após a divulgação do acidente.

A Autoridade de Radiação da Noruega disse não ter registrado nenhum indício de vazamento nuclear no Oceano Ártico depois do acidente. “Fizemos checagens e não há registros de altos níveis de radiação na área”, disse o diretor do órgão, Per Strand.

“Durante a realização de testes de batimetria se deflagrou um incêndio. Como resultado, 14 submarinistas morreram por intoxicação com fumaça”, detalhou a nota do ministério. As chamas dominaram parte da embarcação durante a operação de coleta de dados no fundo do mar, de acordo com a marinha russa. O incidente foi controlado e o submarino conseguiu retornar ao porto.

Submarino nuclear de elite pode estar envolvido no acidente

O Ministério da Defesa não deu detalhes sobre as causas do incêndio ou se há sobreviventes. O submarino fazia medições em águas territoriais russas no Oceano Ártico e deixou o recentemente a Base de Sveromorsk, base da frota polar do país. Putin pediu investigações das causas do acidente.

Segundo a imprensa russa, trata-se do AS-12 Losharik, um submarino nuclear de elite, criado em 2010, capaz de operar em profundidades de até 6 mil metros. Especialistas dizem que além do monitoramento do leito oceânico, o Losharik pode ter como missão tentar interferir em cabos oceânicos de transmissões de dados.

Tragédia debaixo d’água

Este incidente trouxe á tona lembranças da tragédia com o submarino nuclear “Kursk”, que afundou com 118 tripulantes a bordo em 12 de agosto de 2000, ano que começou o primeiro mandato de Vladimir Putin como primeiro-ministro.

Vinte e três tripulantes sobreviveram por vários dias após a explosão que causou o naufrágio do submarino, mas eles morreram por não terem sido resgatados a tempo.

O desastre com o Kursk ainda é o pior já registrado pela marinha russa e uma sombra no histórico de Putin, muito criticado pela gestão dessa crise. (Com agências internacionais)

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