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Importação de carros cresce 48% após fim do Inovar Auto

Importação de carros cresce 48% após fim do Inovar Auto
Segundo Neto, Brasil importou 50,9 mil carros em março. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Sem o programa Inovar Auto, que sobretaxava compras de automóveis de fora do Mercosul e do México, a importação de carros cresceu 48% no primeiro trimestre de 2018 em relação ao mesmo período do ano passado, informou nesta segunda-feira (2) o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

Nos três primeiros meses do ano, o Brasil importou 50.876 automóveis, contra 34.342 unidades no primeiro trimestre de 2017.
Em valores, o país importou US$ 922 milhões em automóveis de janeiro a março, alta de 76% na comparação com os US$ 540 milhões importados no mesmo período de 2017. Atualmente, o governo negocia novo regime automotivo, o Rota 2030, que não foi anunciado até agora.

De 2012 a 2017, o Inovar Auto cobrou alíquota adicional de 30 pontos porcentuais de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de veículos produzidos fora do Brasil – exceto Argentina e México, com os quais o Brasil estabeleceu cotas de importação que podiam escapar da sobretaxa.

Com o término do Inovar Auto, no fim do ano passado, os demais países passaram a vender carros para o Brasil em condições de igualdade com México e Argentina. Mesmo assim, esses dois países concentraram 60% do crescimento das importações de veículos neste ano.

“Nossa análise mostra que a principal parcela do crescimento se deve ao aumento das compras internas, pois a origem são países que já têm acordo automotivo com o Brasil, como Argentina e México, e que não eram objeto de alíquota adicional”, disse o secretário de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Abrão Neto.

Entre os países sem acordo automotivo com o Brasil, que responderam pelos 40% de crescimento restante no primeiro trimestre, destacam-se Alemanha, Estados Unidos, Coreia do Sul e Japão.

O crescimento das importações em ritmo superior ao aumento das exportações fez o saldo da balança comercial recuar em março para US$ 6,28 bilhões, ante US$ 7,14 bilhões no mesmo mês do ano passado.

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