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Ibovespa tem alta de 1,73%, enquanto dólar recua 1,25%

Depois de um começo de mês tumultuado, por conta das repercussões com a proposta do governo para mudança do IR e do aumento da temperatura política na esteira da CPI da Covid, a Bolsa de Valores fechou nesta segunda-feira (12) com alta de 1,73%, aos 127,5 mil pontos. Foi a maior variação desde a sessão de 7 de maio, quando o Ibovespa subiu 1,77%.

Em grande medida, a B3 acompanhou o otimismo nas Bolsas dos Estados Unidos, que vivem a expectativa de divulgação de balanços no trimestre mostrando recuperação mais forte do nível de atividade. Segundo operadores, o movimento também foi puxado pelas novas operações de abertura de capital (IPO, na sigla em inglês) programadas para os próximos dias na Bolsa brasileira, que devem atrair maior volume de capital estrangeiro.

O dólar, após oito pregões seguidos de alta, fechou em queda de 1,25%, cotado a R$ 5,1740. Ao longo do dia, a moeda norte-americana variou entre R$ 5,1640 e R$ 5,2848.

“A agenda de hoje (segunda) estava vazia. Então a atenção se voltou para a abertura, amanhã (terça-feira), do calendário de balan­ços trimestrais nos Estados Unidos, quando alguns dos principais bancos do mundo começam a divulgar os resultados do segundo trimestre”, afirmou Bruno Madruga, head de renda variável da Monte Bravo Investimentos.

“Aqui, o cenário político se­gue em foco, com investido­res ainda esperando novidades so­bre a reforma tributária, prin­cipalmente na questão do Im­posto de Renda, que pode influenciar tanto o câmbio como os juros e a Bolsa”, prosseguiu.

O movimento de alta na B3 se disseminou por empresas e setores, com destaque para siderurgia – CSN ON (6,17%) e Gerdau PN (4,50%) – e mineração – Vale ON (1,24%) –, em dia de alta para o minério na China. As ações de bancos também chamaram atenção.

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