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Hoje é Dia: 25 anos sem Renato Russo; conheça esse ídolo do rock

25 anos sem Renato Russo. Foto: Reprodução Agência Brasil/Ricardo Junqueira/ Cedida por Legião Urbana Produções
Reprodução Agência Brasil/Ricardo Junqueira/ Cedida por Legião Urbana Produções

“Sei que, às vezes, uso
Palavras repetidas
Mas quais são as palavras
Que nunca são ditas?”

Daquele vozeirão, saíam mais do que palavras repetidas. Eram de temas ecléticos. Juntavam-se tanto os versos inconformados, como os de amor, como os de dores, como os de sarcasmo. Das letras que criava, saíam histórias de pessoas comuns, de invisíveis em meio à capital. Do dedilhar da guitarra, a influência do punk ecoava um jeito brasileiro de fazer rock.

O cantor e compositor Renato Russo, líder da banda Legião Urbana, morreu em 11 de outubro de 1996, com apenas 36 anos de idade. Vítima de complicações da Aids, a partida de Renato deixou o mundo da música e um país inteiro de luto.  A sua obra, que marcou as décadas de 1980 e 1990, deixou legado inconfundível.

Para as gerações seguintes conhecerem e para os fãs recordarem, é possível visitar memórias do fundo do baú do acervo dos veículos da Empresa Brasil de Comunicação. O resgate pode trazer tanto nostalgia quanto o sentimento, seja qual for a idade, de que “somos tão jovens”….

Mesmo tendo nascido no Rio de Janeiro, Renato Manfredini Júnior chegou aos 13 anos de idade para morar em Brasília. (confira aqui especial da EBC produzido há cinco anos). Foi na capital do país que ele viveu a adolescência e o interesse pelo rock. Em 1980, fez o primeiro show com a recém-criada banda Aborto Elétrico. Em 1984, já na Legião Urbana, teve o primeiro disco. A identificação dele com a cidade fez história(s), como com as inspiradas letras de Eduardo e Mônica e Faroeste Caboclo.

Essa relação de Renato Russo com Brasília foi resgatada no programa Impressões, daTV Brasil, do ano passado, em entrevista com a irmã do artista, a professora Carmen Manfredini. “Foi daquele movimento na Turma da Colina que ajudou a formar o rock nacional. Meu irmão nunca quis dirigir ou ter carro. Era um menino curioso. Ia de ônibus para coletar informação e cultura. Foi assim, por exemplo, que ele, um menino de classe média, soube da Ceilândia. Conseguiu eternizar Brasília”, disse.

Assista a entrevista abaixo:

Neste ano, em uma celebração do Dia do Rock, Brasília criou uma rota pelo rock local, incluindo alguns lugares que Renato Russo frequentou (confira reportagem da Agência Brasil) 

Há cinco anos, o programa Caminhos da Reportagem, da TV Brasil, também revelava contribuições de Renato Russo para que Brasília se tornasse a capital do rock. Confira abaixo o programa na íntegra:

Para cantarolar com Renato Russo, programas veiculados pelas rádios EBC recuperam esse trovador solitário de início e depois de últimos anos de carreira. Atrações como o Armazém Cultural, o Memória Musical e o Momento Três trazem a voz de Renato Russo, em toda a sua inspiração.

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O mesmo dia 11, de luto em função da morte de Renato Russo, é de celebração para o multiartista baiano Tom Zé, que completa 85 anos de idade (confira especial produzido pela EBC por ocasião de seus 80 anos). Neste ano, o programa Arte Clube, da Rádio MEC, trouxe uma entrevista com o autor da biografia de Tom Zé. O escritor e crítico italiano Pietro Scaramuzzo publicou “Tom Zé, o Último Tropicalista”. A personalidade diferenciada do inventivo artista é explorada no livro. Confira a entrevista.

Há 10 anos, inclusive, Tom Zé esteve no programa Musicogramana TV Brasil, como convidado ao lado de outro poeta da música brasileira, Arnaldo Antunes. O programa destaca que Tom Zé é considerado um dos artistas mais originais da MPB. Relembre o episódio:

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