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HBO lança amanhã série que retrata a vida e a obra de Gal Costa

“Eu era monossilábica. Hoje em dia eu falo… O que vem à cabeça.” Assim Gal Costa se abre para as câmeras de “O Nome Dela É Gal”, série documental que estreia na HBO amanhã  (11), às 22h. Dividida em quatro episódios, exibidos sempre aos domingos, a atração reúne entrevistas -antigas e atuais- de Gal, amigos e artistas. Conta com imagens de arquivo, clipes e, claro, música. O primeiro episódio tem dona Mariá, sua mãe, dizendo que adorava música clássica e sonhava ter um filho pianista. “Gal já nasceu cantando.”

O destino, de fato, conspirou para que a pequena Maria da Graça se transformasse em uma das maiores cantoras do Brasil -a maior, segundo João Gilberto. É a própria Gal quem revela sua premonição, aos 12 anos, de que seria cantora. Intuiu e nunca contou nada a ninguém. Não queria mudar a sorte dos acontecimentos.

Por meio de depoimentos das irmãs Dedé e Sandra Gadelha, a infância da artistas é recontada. As três eram vizinhas no bairro da Graça, em Salvador (BA), e conheceram juntas Caetano Veloso e Gilberto Gil. Dedé se casou com Caetano, Sandra viveu com Gil, e Gal criou com os dois a amizade e a parceria de sua vida. Sem esquecer de Maria Bethânia, responsável por um dos depoimentos mais inspirados do primeiro episódio, além de Tom Zé.

É a própria Gal quem revela que a admiração por João Gilberto inspirou seu estilo de cantar. “Sou uma cantora moderna por causa dele.”

O capítulo termina embalado pela canção “Divino Maravilhoso”, que dará o tom ao segundo episódio, em que surge o tropicalismo.

A série, dirigida por Dandara Ferreira (filha do ex-ministro da Cultura Juca Ferreira), ainda retrata a atuação de Gal no movimento de contracultura dos anos 1970, a estética pop e o sucesso junto ao grande público, além do momento atual da artista, que celebrou 50 anos de carreira.

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