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Guedes diz que pacote de incentivo ao emprego ainda está em gestação

O ministro da Economia, Paulo Guedes, confirmou nesta sexta-feira (6) que a equipe econômica trabalha em um pacote de incentivo à geração de empregos, mas disse que as medidas serão anunciadas “bem para a frente”. Elaboradas pelas secretarias especiais de Trabalho e Produtividade, as ações aguardam o aval de Guedes para serem levadas ao presidente Jair Bolsonaro.

Entre as medidas estão a desoneração da folha de salários dos trabalhadores mais jovens e a liberação de até R$ 65 bilhões do estoque de depósitos recursais que as empresas depositaram em juízo para recorrer de sentenças trabalhistas. A segunda medida foi antecipada pela Folha de S.Paulo nesta sexta-feira.

No fim da tarde, em entrevista coletiva para comentar a assinatura do acordo comercial do setor automotivo com Argentina, no Rio de Janeiro, Guedes disse que o pacote de medidas “ainda está em gestação”.

“Quando pensamos sobre emprego, sabemos o peso da legislação inadequada”, afirmou o ministro, citando como exemplo a Previdência Social, “que coloca encargos trabalhistas que chegam a duplicar o custo da mão de obra”. “Temos, sim, trabalhado numa ideia de dar um choque de emprego aí na frente”, disse Guedes.

Segundo o ministro, a equipe econômica não está pensando em “nada artificial”. “Ao contrário, temos de reduzir e simplificar impostos”, ressaltou Guedes, reforçando que o pacote de medidas de incentivo à geração de empregos não conflita com o acordo comercial firmado com a Argentina.

O ministro ressaltou ainda que a estratégia da equipe econômica é, em primeiro lugar, “consertar a parte fiscal”, trabalho iniciado com a reforma da Previdência e completado pela “reestruturação do Estado”, para, daqui para a frente focar em coisas mais importantes, como o desemprego.

Embora tenha reconhecido a importância de atacar o desemprego elevado, Guedes afirmou que a crise atual no mercado de trabalho foi construída “nos últimos 40 anos”. “Ninguém de bom senso vai atribuir o desemprego que está aí ao governo Bolsonaro”, disse o ministro.

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