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Greve dos bancários continua após nova rodada de negociações terminar sem acordo

Iniciada na última terça-feira (6), a greve dos bancários deve continuar após reunião entre a categoria e os bancos terminar sem acordo ontem. Uma nova rodada de negociações foi marcada para amanhã, às 16h, na Capital.

Em um encontro com quatro horas de duração, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) manteve a proposta apresentada na última sexta-feira, em que oferece reajuste salarial de 7% – extensivo aos benefícios e à Participação nos Lucros e Resultados (PLR) – mais abono de R$ 3.300.

Para a categoria, a proposta da Fenaban é insuficiente porque segue abaixo da inflação do período, que é de 9,62% até agosto, pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Os trabalhadores reivindicam a inflação do período mais 5% de aumento real, além do equivalente a um salário mínimo de benefícios como vale refeição, vale alimentação e auxílio creche. A data-base dos bancários é 1º de setembro e a pauta de reivindicações foi entregue aos bancos há mais de um mês, no dia 9 de agosto.

A Fenaban argumenta que o reajuste e o abono (que não é incorporado aos salários) somados superam a inflação do período na maioria das faixas salariais.

Na região

No oitavo dia, as paralisações atingiram 327 agências e 6 mil bancários no ABC, o que representa 68% das 480 agências e postos bancários localizados na região, e 91% dos cerca de 6.600 trabalhadores que compõem a categoria nos sete municípios.

“Aguardamos que os bancos façam uma proposta digna que garanta ganho real de salário aos trabalhadores”, disse em nota o presidente do Sindicato dos Bancários do ABC, Belmiro Moreira.

No Brasil, cerca de 12 mil agências aderiram à paralisação, número que representa 51% das agências do país, segundo balanço da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, ligada à Central Única dos Trabalhadores (Contraf-CUT). A mobilização cresceu 4% na comparação com segunda-feira, diz a entidade.

“Vamos reforçar a mobilização em todo o país e esperamos que os bancos apresentem uma proposta que contemple nossa pauta na próxima reunião”, afirmou, em nota, Roberto von der Osten, presidente da Contraf-CUT.

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