Minha Cidade, Regional, Sua região

Greve de ônibus afeta 45 mil no ABC

Salários atrasados motivaram paralisação; três viações continuam com atividades interrompidas. Foto: Eberly Laurindo

Cerca de 45 mil passageiros foram afetados pela paralisação de cinco linhas de ônibus intermunicipais que circulam nas cidade de Mauá, Ribeirão Pires, Santo André, São Caetano e São Bernardo, algumas delas ligando os municípios da região à Capital, São Paulo. Os cerca de 280 trabalhadores das viações Eaosa e Ribeirão Pires estão em greve desde a última sexta-feira (11). As empresas Triângulo, Riacho Grande e Imigrantes tiveram as linhas paralisadas apenas ontem (16).

As empresas, que pertencem ao empresário Balthazar José de Sousa, atrasou os pagamentos do último dia 7. Ao menos 26 linhas diferentes foram afetadas. Durante o dia, a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) informava que a alternativa para os passageiros era utilizar linhas municipais, trens da linha 10-turquesa da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e linhas metropolitanas da empresa Rigras, que passam pela cidade de Ribeirão Pires.

Outra opção era utilizar linhas do corredor ABD, que operavam normalmente. A diarista Maria de Fátima dos Santos, moradora de Mauá, perdeu o dia de trabalho e lamentava o prejuízo. “Para mim, que trabalho por conta, é muito ruim. Não tem como repor. Perdi esse dia e perdi o dinheiro da diária”, queixou-se.

O diretor da executiva de São Bernardo do Sindicato dos Rodoviários do ABC (Sintetra), Ademir José da Silva, explicou que os trabalhadores das viações Triângulo, Riacho Grande e Imigrantes retornaram ao trabalho assim que o pagamento foi efetuado.

“Todo mês tem sido a mesma história. Temos pedido para os empregadores se organizarem e não deixaram o salário atrasar. Porém, enquanto isso ocorrer, a paralisação continua sendo nossa única arma”, relatou.

Novas paralisações

O sindicalista acredita que em breve haverá outra greve, uma vez que na próxima segunda-feira (21) o adiantamento do mês de novembro deve ser pago, bem como a primeira parcela do 13º salário, que deve ser pago até o final deste mês. “O dinheiro que eles ganha, na Riacho dá para pagar os salários, mas tem sido usado para pagar as contas de outras empresas”, acusou.

O diretor da executiva de Mauá do Sintetra, Erivan Vicente de Moura, lamentou a falta de negociação com as empresas. “Aqui estão parados desde a sexta-feira e não existe previsão de pagamento, nem de retorno ao trabalho”, explicou. As paralisações nas linhas do empresário Balthazar José de Sousa têm sido frequentes. A reportagem não conseguiu entrar em contato com os representantes das empresas até o fechamento desta edição.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*