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Greve atinge maiores cidades e acaba em tumulto

Em São Paulo, protesto reuniu, segundo organizadores, 70 mil pessoas; para a Polícia Militar, foram 3 mil. Foto: Dário Oliveira/FolhapressA greve geral convocada por centrais sindicais e movimentos sociais para esta sexta-feira (28) contra as reformas da Previdência e das leis trabalhistas paralisou parcialmente as atividades nas principais capitais do país. Com transporte e comércio funcionando parcialmente, o clima foi de feriado, com pouco movimento nas ruas. Mas o dia terminou com confrontos com a polícia e depredações em São Paulo e no Rio.

Ônibus não circularam em Curitiba, Porto Alegre, Recife e Salvador. Em São Paulo, no Rio, em Belo Horizonte e em Brasília, a paralisação dos ônibus foi parcial. Metrô e trens funcionaram parcialmente na maioria das cidades.

Bancários e professores também pararam em diversas localidades. Não houve aulas em colégios particulares tradicionais de São Paulo –não há registro de paralisação de escolas particulares em greves gerais anteriores.

Houve tentativa de bloqueio de vias e estradas em várias cidades. Em Salvador, houve confronto entre manifestantes e mototaxistas, que furavam o bloqueio. Na capital paulista, a polícia usou bombas para dispersar pessoas que bloqueavam vias na região central da cidade.

Apesar das tentativas de bloqueio, os aeroportos funcionaram normalmente, com apenas alguns voos atrasados. No terminal Santos Dumont, no Rio, houve briga entre manifestantes e taxistas.

Na estimativa dos organizadores, entre 35 e 40 milhões de trabalhadores paralisaram suas atividades em todo o país nesta sexta. Na avaliação dos sindicalistas, foi a maior greve da história do país.

O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, disse que a mobilização aumenta a pressão para que o governo negocie as reformas.

Para Vagner Freitas, presidente da CUT, foi um recado para os integrantes do Congresso. “Não morram abraçados com Temer”, disse. “Quem votar a favor das reformas não vai ter voto, porque vamos continuar denunciando como traidor do trabalhador.”

Largo da Batata

Em São Paulo, protesto organizado por movimentos sociais no Largo da Batata reuniu 70 mil pessoas, segundo Guilherme Boulos, coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto. Para a Polícia Militar, foram 3.000.

A manifestação foi pacífica, mas, por volta das 19h30, grupos mascarados começaram a depredar agências bancárias e entraram em confronto com a polícia na vizinhança da residência de Temer.

No Rio, policiais dispararam bombas de gás e tiros de borracha contra manifestantes. Alguns revidaram com pedras. Ao menos nove ônibus foram queimados na cidade.

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