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Grana repassa R$ 4,8 mi para FUABC e funcionários encerram paralisação

Em assembleia, trabalhadores encerram a greve iniciada no último dia 9. Foto: Divulgação

O prefeito de Santo André, Carlos Grana (PT), anunciou ontem (27) a transferência de cerca de R$ 4,8 milhões à Fundação do ABC (FUABC) para pagamento de ambas as parcelas em atraso do 13º salário dos funcionários da rede pública de saúde contratados pela organização social de saúde. Com a negociação, os trabalhadores vinculados à Fundação encerram a greve iniciada no último dia 9, com garantia de pagamento dos dias parados.

A concretização do pagamento foi confirmada após reunião entre Grana, representantes da Fundação do ABC e das duas entidades de classe que representam a categoria: Sindicato dos Agentes Comunitários da Saúde da Região Metropolitana de São Paulo (Sindacs) e Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Privados de Saúde do ABC (SindSaúde).

“O 13º salário estará sendo depositado, na íntegra, na conta de quase 2,5 mil trabalhadores amanhã (hoje). Os sindicatos ainda vão realizar assembleias, mas esperamos que com isso a gente sele esse acordo e tenha a completa normalidade dos serviços prestados por esses funcionários”, disse Grana. A primeira parcela do 13ª deveria ter sido paga até 30 de novembro e a segunda até 20 de dezembro.

De acordo com o petista, a formalização da transferência dependia de recursos extraordinários que apenas se confirmaram ontem. Entre as fontes de receitas usadas para efetuar o repasse estão o retorno da participação no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Além do repasse para pagamento do 13º, o prefeito garantiu reserva de recursos para depósito dos salários referentes ao mês de dezembro, que deverão ser efetuados no início de janeiro, já na gestão do prefeito eleito Paulo Serra (PSDB). “Estamos deixando recursos reservados para que o próximo governo honre o pagamento dos funcionários indiretos da Saúde. Não adianta pagar o 13º e deixar incerto o salário de dezembro, que entra em janeiro”, destacou Grana.

Greve 

De acordo com a prefeitura, a paralisação dos funcionários da Saúde vinculados à FUABC afetou pouco os serviços públicos, uma vez que 65% dos funcionários não têm contrato com a Fundação e, portanto, trabalharam normalmente ao longo do mês. Além disso, cerca de 500 médicos não aderiram à greve. “O que importa é que esse acordo garante 100% do atendimento e mostra o respeito ao direito à greve e à manifestação dos trabalhadores”, disse Grana. Com o acordo, o ato marcado para acontecer em frente ao Centro Hospitalar Municipal (CHM), hoje, às 16h, foi cancelado pelo sindicato.

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