Política-ABC, Santo André, Sua região

Grana e Aidan projetam repetir 2º turno de 2012

Grana, Aidan, Paulinho Serra, Ricardo Alvarez, Rafael Daniel, Ailton Lima e Salles disputam os votos de quase 570 mil eleitores

Amparados por pesquisas e sondagens internas, o atual prefeito de Santo André, Carlos Grana (PT), e o antecessor Aidan Ravin (PSB) têm mostrado confiança de que vão se enfrentar novamente no segundo turno da disputa municipal. Assim, repeti­riam o cenário eleitoral de 2012, quando o pessebista, então prefeito em busca da reeleição, foi derrotado pelo petista na segunda etapa da votação.

Até o início do mês, pesquisas eleitorais mostravam Aidan na liderança da disputa com Grana em seu encalço, levemente à frente do terceiro colocado Paulinho Serra (PSDB). Nesta semana, porém, a campanha de Grana divulgou pesquisa encomendada pelo próprio PT, na qual o prefeito aparece empatado com Aidan na ponta da corrida pelo Paço. A liderança no primeiro turno é considerada vantagem “moral” para a segunda fase do pleito.

Para chegar em primeiro, ambos os candidatos intensificaram agendas na última semana de campanha.

Na retaguarda das sondagens aparecem os candidatos Raimundo Salles (PPS), Rafael Daniel (PMDB), Ailton Lima (SD) e Ricardo Alvarez (PSOL), que também brigam pelo voto de confiança dos 569.666 eleitores aptos a participar do pleito municipal deste ano.

Apesar de dois postulantes ao comando do Paço terem ocupado cargos no primeiro escalão do governo Grana, os 45 dias de campanha foram marcados por fortes ataques ao PT e ao “modelo de gestão” do partido. Tanto Paulinho quanto Salles, ex-secretários do atual governo, romperam com o petista e deixaram a administração disparando críticas à legenda.

Na esteira da crise institucional da sigla, o vereador Ailton Lima foi outro nome a endossar o ataque ao PT. Sua campanha foi marcada por discursos antipetistas e pelo apoio do deputado federal Paulinho da Força (SD) – um dos articuladores do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).

Com discursos menos incisivos, o peemedebista Rafael Daniel buscou ao longo do período pré-eleitoral vincular-se à imagem e ao espólio de seu tio, Celso Daniel (PT), assassinado em 2002. Já o ex-petista Ricardo Alvarez evitou ataques ao partido, mas não poupou críticas à gestão de Grana.

Crise da água 

Um dos assuntos que pautaram a campanha foi a crise no abastecimento de água e a dívida de R$ 3,2 bilhões que o Serviço de Saneamento Ambiental da cidade (Semasa) tem com a Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp). Embora considerem conceder a gestão de saneamento à Sabesp como forma de quitar o passivo, os prefeituráveis sinalizaram que evitariam a medida. Defensores da autarquia, apenas Grana e Alvarez descartaram essa possibilidade.

Em relação ao corte de gastos com a máquina pública, a percepção foi quase unânime entre os candidatos de que é preciso enxugar custos, eliminando secretarias e cargos comissionados.

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