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Governo trabalha pela instalação de CPI em Diadema

Governo quer identificar se houve favorecimento na concessão de imóveis. Foto: ArquivoO governo do prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), decidiu que realmente quer a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), para apurar possíveis irregularidades na concessão de unidades habitacionais. Matéria publicada pelo Diário Regional em 31 de março mostra documentos que comprovam que parentes do vereador Sérgio Ramos da Silva, o Companheiro Sérgio (PPS), foram contemplados. Há suspeita de favorecimento. O parlamentar nega.

O assunto não é tratado abertamente e a resposta oficial é que a bancada governista vai se reunir apenas na semana que vem. Nos bastidores, no entanto, há um grupo de situacionistas que defende que a denuncia, caso seja comprovada, seja encaminhada diretamente para o Ministério Público, sem passar pelo Legislativo.

Outro argumento recorrente entre os vereadores ouvidos pela reportagem é que se for instalada, a CPI vai investigar a atuação de um parlamentar – já que Companheiro Sergio assina os documentos como presidente de uma associação de moradia que teve os associados inclusos em projetos habitacionais, e também trabalhou como funcionário comissionado na Secretaria de Habitação entre 2013 e 2016.

Fonte próxima ao governo, no entanto, garante que o requerimento solicitando a instalação da investigação será apresentado em breve, provavelmente, assinado pelo líder do PV na Casa, vereador José Hudsomar Rodrigues Jardim, o Zé do Bloco. Não é descartado, no entanto, que outro parlamentar situacionista possa assinar o documento. “O que é certo é que vamos deixar claro que o governo não vai recuar na decisão de apurar possíveis irregularidades”, relatou a fonte.

Na oposição, que já conseguiu emplacar o requerimento de duas CPIs, para investigar contratos da Secretaria de Educação e da Secretaria de Esporte e Lazer – sendo que Companheiro Sérgio é o proponente e presidente de uma delas – o consenso é que se existem irregularidades, devem ser investigadas. “Então, vamos investigar todos os cadastros nos últimos quatro anos. Temos fortes indícios de pessoas que estavam cadastradas e que perderam seus lugares, dando lugar a outros moradores na hora de receber os apartamentos”, acusou o líder do G12, o grupo de oposição na Câmara, Josemundo Dário Queiroz, o Josa (PT).

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