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Governo em Mauá segue em compasso de espera

Governo em Mauá segue em compasso de espera
Alaíde tem sido auxiliada pela filha e secretária, Vanessa Damo. Foto: Reprodução Facebook/Prefeitura de Mauá

Após 15 dias da prisão do prefeito de Mauá, Atila Jacomussi (PSB), acusado de lavagem de dinheiro, o clima na administração municipal segue em compasso de espera. No cargo interinamente, a vice-prefeita, Alaíde Damo (MDB), tem assinado decretos e portarias, dentre os quais as exonerações do ex-secretário de Governo e Transportes João Gaspar (PCdoB), que também está preso desde o último dia 9; do ex-superintendente da Hurbam Anderson Alves Simões (MDB), o Sargento Simões; e do ex-secretário de Obras Gilberto Oliveira, o Giba. Tanto Simões quanto Giba foram indicações do ex-genro de Alaíde, José Carlos Orosco Junior (PDT).

Nos corredores da administração municipal o que se fala é que o prazo para que Alaíde faça mudanças mais consistentes no governo é o resultado do pedido de ha­beas corpus do prefeito, que será julgado a qualquer momento pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. Na noite de ontem (25), de acordo com o site do STF, Mendes não havia recebido retorno do pedido de informação que enviou ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) sobre a prisão em flagrante do socialista.

Alaíde é esposa do ex-prefeito de Mauá Leonel Damo, que juntamente com a filha e secretária de Relações Institucionais da cidade, Vanessa Damo (MDB), deve auxiliar com bastante proximidade a prefeita, que já admitiu não ter experiência com as rotinas do Executivo. A retirada do governo de aliados de Orosco Junior teria sido apenas o primeiro movimento. O secretário de Educação, Fernando Coppola, o Xuxa, pode ser o próximo a ser exonerado.

Suspensão do salário

Informações apuradas pe­la reportagem do Diário Regional dão conta, também, que alguns vereadores cogitam apresentar requerimento pedindo que o salário do prefeito seja suspenso enquanto durar a prisão.

A Câmara aprovou, na semana passada, afastamento do socialista por até 30 dias. O chefe do Executivo já havia se ausentado por 15 dias e a comunicação de ausência foi enviada ao Legislativo em 15 de maio, mas com validade desde o dia 9, quando Atila foi conduzido para a carceragem da Polícia Federal, em São Paulo, de onde não saiu mais.

Tanto Atila quanto João Gaspar foram presos durante a Operação Prato Feito, que apura suposto esquema de desvios de recursos da merenda escolar, uniforme escolar e material didático em 30 cidades paulistas. No dia 9 de maio, a PF apreendeu na casa de Atila R$ 85 mil e na casa de Gaspar R$ 588 mil e € 2.895, sem origem justificada nos dois casos. As defesas dos políticos alegam que os recursos são lícitos e as prisões foram arbitrárias. Ambos tiveram a prisão preventiva decretada em 10 de maio.

2 Comentários

  1. Realmente houve um equívoco na edição. Já corrigimos e agradecemos por nos alertar.

  2. Acho que houve equívoco na matéria ao afirmar que o STF recebeu as informações. Pelo o que consta no site os ofícios foram expedidos ontem para a justiça de primeiro e segundo grau e não houve resposta.

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