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Governo do Espírito Santo indicia 155 policiais por crime militar

O governo do Espírito Santo publicou nesta terça-feira (14) a lista com os nomes de militares indiciados por crime militar de revolta ao participarem do motim da Polícia Militar no Estado, iniciado em 3 de fevereiro. Os 155 nomes de policiais foram publicados no “Diário Oficial” do Estado. Responderão a Inquéritos Policiais Militares (IPMs) e processos administrativos que podem resultar desde em absolvição a até demissão e expulsão da PM.

Estão na listagem dois tenentes-coronéis, um major, um capitão da reserva, quatro primeiros-s argento, três terceiros-sargentos, 28 cabos e 116 soldados. Esse são os primeiros policiais dos 703 anunciados pelo governo do Estado envolvidos no motim.

O crime militar de revolta prevê de pena de 8 a 20 anos de prisão Os procedimentos têm prazo de 30 dias para serem concluídos, inicialmente. Neste prazo, serão analisadas as provas.

A listagem está dividida em três grupos: menos de dez anos na PM, mais de dez anos e alta patente. Os policiais com tempo inferior a dez anos responderão a Procedimento Administrativo Disciplinar Rito Ordinário (PAD RO). Já os que estão na corporação por mais de dez anos passarão pelo Conselho de Disciplina e os militares de alta patente serão submetidos a Inquéritos Policiais Militares.

Familiares de Pms permanecem na saída dos batalhões
Familiares de Pms permanecem na saída dos batalhões

Negociação

Na tarde desta segunda (13), familiares dos policiais militares do Espírito Santo e as associações que representam a categoria decidiram desistir do pedido de aumento de 43% e ofereceram encerrar o motim, iniciado no último dia 3, em troca da anistia dos militares e de garantias do governo de que o reajuste continuaria sendo negociado.
A nova proposta, de acordo com o cabo Thiago Bicalho, diretor social ACS (Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar), foi encaminhada ao governo no fim da tarde desta segunda. “Está nas mãos do governo acabar com a greve”, afirmou Bicalho.

O governo, no entanto, divulgou nota dizendo que a proposta atual ainda provocaria “impacto financeiro no orçamento do Estado, infringindo a lei de Responsabilidade Fiscal”. Também cita dois acordos, que não resultaram na volta do policiamento, e afirma que a “anistia” proposta pelo documento é vedada pela Constituição.
Inicialmente, os familiares dos policiais e os militares que participam do movimento pediam reajuste salarial de 43% o que, segundo eles, equivale as perdas sofridas pelos últimos anos em que a categoria não obteve nenhum reajuste. O governo, no entanto, se recusou a negociar o aumento.

Desde o início da paralisação dos policiais, no dia 4, quando familiares de PMs passaram a bloquear a entrada e a saída dos batalhões, mais de 140 homicídios foram registrados no Estado, segundo números Sindicato dos Policiais Civis.

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