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Governo de São Paulo vai monitorar isolamento social pelo celular

Governo de São Paulo vai monitorar isolamento social pelo celular
Monitoramento é feito em um gabinete de mapeamento digital montado no Palácio dos Bandeirantes. Foto: Divulgação/GESP

O governador João Doria (PSDB) anunciou nesta quinta-feira (9) o funcionamento do Sistema de Monitoramento Inteligente (SIMI) para acompanhamento dos índices de distanciamento social e de isolamento durante a quarentena do novo coronavírus.

Segundo o governador, o Estado fechou acordo – sem custos para o governo paulista – com as operadoras de telefonia celular do país  ( Vivo, Claro, Oi e TIM) com o objetivo de “identificar os locais onde as pessoas estão e onde há concentração”. O monitoramento será feito por meio do rastreamento e georreferenciamento dos aparelhos celulares.

O monitoramento é feito em um gabinete de mapeamento digital montado no Palácio dos Bandeirantes. As informações serão apresentadas em um modelo de “mapa de calor” que indica mais ou menos concentração populacional por localidade e também em diferentes períodos.

De acordo com a secretária estadual de Desenvolvimento Econômico, Patricia Ellen, os dados que são fornecidos são “completamente anonimizados”.

“Tivemos ontem (quarta-feira) 49% de isolamento, muito abaixo do necessário de 70%”, disse Doria. “Temos de ter como objetivo chegar a 70% para poder limitar os efeitos da pandemia, ter menos pessoas infectadas e menos pessoas sob risco de morte”, completou.

O governo paulista não avalia, neste momento, a possibilidade de relaxar a quarentena no Estado ou então abrandar outras medidas restritivas impostas por conta da pandemia do novo coronavírus, esclareceu o governador. Para Doria, cogitar a retomada gradual da atividade econômica não faz sentido, pois São Paulo ainda não atingiu o pico da pandemia.

“Precisamos ser sinceros e claros à opinião pública de São Paulo: estamos vivendo o pior mês da pandemia, que vai, infelizmente, atingir milhares de pessoas e produzir muitos óbitos”, disse o governador.

O coordenador do Centro de Contingência do Estado contra a Covid-19, David Uip, reiterou a posição de Doria ao afirmar que o órgão que dirige “não discutiu esse assunto por não achar oportuno nem pertinente” para o momento.

RECURSOS

Doria disse que a única ajuda financeira que recebeu do governo federal para o combate à pandemia do novo coronavírus foram os recursos prometidos pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, durante sua visita no mês passado. Segundo Doria, “nenhum outro recurso de nenhuma outra natureza chegou a São Paulo. Zero.”

No dia 13 de março, em reunião com o ministro, Doria havia confirmado o recebimento de R$ 92 milhões da União para ajudar no combate à pandemia.

MÁSCARAS

Doria anunciou a produção e distribuição de 2 milhões de máscaras em comunidades carentes da cAPITAL como medida profilática contra a pandemia do novo coronavírus. Segundo o governador, a confecção será feita na Escola Técnica Estadual (Etec) de Heliópolis por 740 costureiras e a remuneração por peça será de R$ 2 e pode chegar a ganho de R$ 80 por dia.

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