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Governo dará bônus a quem reduzir consumo de energia

Governo dará bônus a quem reduzir consumo de energia
Segundo o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, programa de redução voluntária começa no dia 1º. Foto: Marcello Casal Jr./ABr

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou que um programa de redução voluntária voltado para consu­mi­dores residenciais terá início em 1º de setembro. O governo vai dar descontos nas contas de luz de consumidores residen­ciais que economizarem energia elétrica. A medida foi antecipada pelo Estadão. A expectativa, segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), é divulgar as regras na próxima semana.

“O programa está sendo es­­­truturado e contará com de­fi­ni­ção de meta mínima de re­dução para concessão de crédito”, informou o ministério em nota distribuída à imprensa. Em en­trevista coletiva concedida ontem (25), Albuquerque afirmou que “o custo da geração de energia tem aumentado devido à geração termelétrica”. Segundo o chefe da pasta, desde 2020 o go­verno tem acionado essas usinas.

“Estamos avaliando a métrica para todos os consumidores. A ideia do programa é premiar aqueles consumidores que se esforçarem em reduzir a carga e, assim, contribuir para o aumento da segurança, da confiabilidade e do custo de geração”, disse Christiano Vieira, secretário de Energia Elétrica do ministério.

Na última segunda-feira (23), o MME publicou as regras para o programa similar de redução vo­luntária do consumo de energia, mas voltado para grandes consu­midores, como as indústrias.

Vieira afirmou que havia es­cassez bem caracterizada nos re­­servatórios localizados no Su­deste, considerado a caixa d’água do sistema elétrico, mas que as perspectivas de chuvas na região Sul não estão se concretizando.

Para garantir o abastecimento de energia elétrica, o governo tem autorizado o acionamento de termelétricas, até mesmo as mais caras. Segundo o secretário, hoje há usinas em uso que custam acima de R$ 2 mil por me­gawatt-hora (MWh) gerado.

O governo espera, segundo Vieira, que o programa de redu­ção de consumo vol­tado aos grandes consumidores, e as demais iniciativas sejam opções mais “econômicas”. “Com economia voluntária, podere­mos evitar colocar em operação as usinas com custo acima de R$ 2 mil/MWh.”

Apesar do incentivo financeiro para economia de energia, as medidas adotadas para evitar racionamento e apagões vão cus­tar caro para o consumidor.

Conforme mostrou o Esta­dão, cálculos internos apontam a necessidade de que a bandeira vermelha nível 2, atualmente em R$ 9,49 a cada 100 quilowatts-hora (kWh), seja elevada para algo entre R$ 15 e R$ 20. Há ain­da um cenário-limite de até R$ 25, mas é improvável que seja adotado. A bandeira para setembro será anunciada na sexta-feira. A bandeira verme­lha 2 está vigente desde junho.

O governo ainda decretou a redução compulsória do consumo de eletricidade na administração federal. Órgãos e entidades deverão reduzir entre 10% a 20% o consumo de energia de 1º de setembro a abril de 2022.

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