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Governo corta mais de 5.600 bolsas de estudo da Capes; não haverá novas vagas este ano

Corte de verba já afeta 11,8 mil bolsas da Capes; não haverá novas vagas este ano
Correa afirmou que o novo bloqueio representa R$ 544 milhões que deixam de ser investidos em quatro anos. Foto: Reprodução

O Ministério da Educação anunciou o bloqueio de mais 5.600 bolsas de pós-graduação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), a partir deste mês. No primeiro semestre, houve restrição a ouras 6.198. Ao todo, são 11.811 benefícios cortados, o que corresponde a 5,57% do total. A medida afeta todas as bolsas que seriam ofertadas até o fim deste ano – ou seja, nenhum novo pesquisador será aceito, se não houver descontingenciamento de recursos.

O bloqueio foi anunciado pelo presidente da instituição, Anderson Ribeiro Correa, e é reflexo da redução do orçamento da instituição. Haviam sido reservados para este ano R$ 4,250 bilhões, dos quais R$ 819 milhões foram bloqueados. Correa afirmou que o novo bloqueio representa R$ 544 milhões que deixam de ser investidos em quatro anos. O cálculo foi feito com base no montante predeterminado para o período. Não há informações se as bolsas atingidas agora serão retomadas.

Para 2019, a medida representa R$ 37,8 milhões a menos de investimento em pesquisas de mestrado, doutorado e pós-doutorado A Capes financia também bolsas para professores de educação básica. A área, contudo, ainda não foi atingida.

As expectativas para o financiamento da Capes, porém, são pouco animadoras. A previsão para 2020 é de que o orçamento da coordenação caia. O secretário executivo do MEC, Antonio Vogel, afirmou que a equipe está buscando alternativas para que não haja prejuízo à pesquisa do País. No entanto, não afirmou quais as estratégias que estão em análise. “Estamos vendo várias alternativas. Todas estão na mesa”, disse, para mais tarde completar. “Estamos preocupados, conversando com o governo federal, em busca de soluções para isso.”

O presidente da Capes afirmou ainda que o corte anunciado nesta segunda-feira foi realizado para garantir o pagamento das bolsas que estão em vigor. A medida atinge mestrado, doutorado e pós-doutorado.

FUTURO

O governo federal também pretende mudar o critério de concessão de bolsas de mestrado e doutorado no país. O novo sistema de escolha levaria em consideração o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) dos municípios onde as faculdades estão localizadas, o teor das pesquisas e a nota obtida pelos cursos nos últimos anos. Terão prioridade aquelas que se encaixarem em áreas consideradas estratégicas pela gestão Jair Bolsonaro, como cursos de Saúde e Engenharias. Bolsas de doutorado teriam preferência em relação às de mestrado.

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