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GM quer parcerias para transportar carros por ferrovias

A General Motors avalia investir em parcerias com diferentes grupos empresariais para diversificar a forma de transportar veículos produzidos no Brasil e exportados para a América do Sul. Opções ao sistema rodoviário, como os modais ferroviário, fluvial e de cabotagem, estão nos planos da montadora para reduzir o custo logístico e melhorar a competitivida­de no mercado externo.

Outros dois pilares são a melhora da produtividade local e a redução da carga tributária. Nesse caso, estão adiantadas as discussões com o governo para o aumento da alíquota do Reintegra (programa de incentivo à exportação) de 0,1% para 5%.

Atualmente, a GM bra­sileira exporta 30 mil veículos por ano para países do continente (excluindo a Argentina) e acredita ser possível atingir 150 mil a 180 mil unidades anuais, ou seja, cinco a seis vezes mais. “Desenvolver um sistema multimodal de transporte é fundamental, pois com o custo logístico atua­l é difícil competir para exportar”, afimou o presidente da companhia na América do Sul, Carlos Zarlenga.

O executivo ainda não dá detalhes dos estudos, mas ressaltou ser possível, por exem­plo, desenvolver o transporte ferroviário, “como tem feito a Vale”. Segundo Zarlenga, a “GM não está sozinha” no projeto, que não visará só a exportação de veículos, mas de vários outros produtos.

O governo também parti­cipará das discussões. Uma possibilidade não citada pelo presidente da GM seria a parceria com concessionárias que já operam trechos ferroviários ou de cabotagem.

Zarlenga informou que o grupo GM é líder de vendas há 18 anos na região que contempla Colômbi­a, Equador, Chi­le, Peru, Bolí­via, Paraguai e Uru­guai. Po­rém, somente 17% das vendas da marca são veículos fabricados no Brasil. A maior parte é importada de países como México, China e Coreia do Sul, “todos bem longe da região, mas com vantagens de custo”.

LANÇAMENTOS

Zarlenga disse que os mo­delos que serão lançados no país entre 2020 e 2024, dentro do plano de investimento de R$ 10 bilhões anunciado em março, serão voltados também à exportação. “Com o novo portfólio e preços com­petitivos, essa participa­ção nas vendas da região po­derá chegar a 80% de carros produzidos localmente.”

A GM tem 30 lançamentos previstos até 2024, dos quais 11 neste ano. Para 2020, serão lançados sete modelos, adiantou Zarlenga.

 

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