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Ginecologista alerta que endometriose não tratada pode alterar o convívio social e a rotina

Março é o mês de conscientização da endometriose e, para aproveitar o momento e falar dos cuidados com a saúde da mulher, a Bárbara Murayama, ginecologista e coordenadora da Clínica da Mulher do Hospital 9 de Julho, revela algumas respostas para as dúvidas mais comuns sobre a doença. “Muitas mulheres não conseguem o diagnóstico rápido da doença e podem sofrer até descobrir o tratamento mais assertivo” observa a especialista.

Quando o endométrio, tecido responsável pelo revestimento do útero passa a crescer fora do órgão, como nos ovários e tuba, intestino, a mulher pode ter uma série de sintomas que incluem cólicas intensas, dor durante a relação sexual, constipação ou mesmo infertilidade. A especialista explica que os sintomas, caso não sejam tratados, podem alterar drasticamente o convívio social e a rotina da mulher. A ginecologista destaca, ainda, que há muitas dúvidas sobre como é caracterizada a doença, quais são os fatores de risco, sintomas e faixa etária de risco.

Para responder algumas dúvidas sobre a doença, a Bárbara Murayama esclarece alguns pontos:

O tratamento da endometriose é feito apenas por intervenção cirúrgica?

A intervenção cirúrgica é parte do tratamento em muitos casos da doença, mas faz parte de uma gama de soluções para o controle da dor como o uso de medicações hormonais. Caso seja realmente indicada a intervenção cirúrgica, o procedimento robótico tem se mostrado cada vez mais efetivo pela rápida recuperação da paciente, menor perda de sangue durante o procedimento. Já para o médico, facilita na melhor visualização de pequenas lesões no endométrio com a visão 3D e maior assertividade no tratamento.

A endometriose causa dores intensas relacionadas a menstruação?

As cólicas menstruais estão entre as dores que mais acometem as mulheres. Um dos sintomas mais característico de endometriose é a cólica intensa, incapacitante e com aumento progressivo da dor. Esse, porém, não é sempre o principal sintoma da doença, cujo tecido endometrial pode estar alojado em outras partes do corpo e muitas mulheres, apesar das lesões, não apresentam sintomas.

Mulheres acima dos 30 anos têm maior risco de serem diagnosticadas com a doença?

Não há uma faixa etária definida. Alguns diagnósticos são mais comuns em mulheres acima dos 30 anos, mas a doença pode atingir qualquer mulher a partir da primeira menstruação, durante toda a fase reprodutiva e, apesar de raro, na menopausa.

A endometriose é diagnosticada por exames de imagem e laboratoriais?

Os exames por imagem são fundamentais para ajudar na investigação e mapeamento da doença. Para que esse tipo de exame seja solicitado, porém, é importante que a paciente informe em detalhes o que vem sentindo durante a consulta médica, quando também é feito o exame ginecológico.

A especialista enfatiza a importância da visita periódica ao ginecologista como a principal forma de acompanhamento da saúde. “Vamos aproveitar o mês da mulher para conscientizar a todas sobre como é fundamental ter um ginecologista de confiança, que precisa ser acionado periodicamente, independentemente de qualquer sintoma”, afirma e finaliza: “até a endometriose pode ser assintomática, por isso, faça a sua parte em prol da saúde”.

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