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GCMs impedem ocupação e entram e conflito com manifestantes

Integrantes do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) acusam a Guarda Civil Municipal (GCM) de Diadema de ter agido com truculência contra tentativa de ocupação em terreno localizado na avenida Pirâmide, no Inamar. A ação aconteceu na madrugada de domingo (25) e, segundo os membros do movimento social, cerca de 200 famílias foram alvos de balas de borracha e de gás lacrimogêneo. A Prefeitura de Diadema nega que tenha havido excessos.

De acordo com a coordenadora do MLB, Carol Vigli, representantes de cerca de 200 famílias já estavam no terreno há uma hora, montando as barracas, quando a GCM chegou. “Nossas advogadas pediram o mandado de reintegração de posse, mas um oficial disse que poderíamos procurar a corregedoria no dia seguinte”, explicou.

Ainda de acordo com a coordenadora, com a recusa dos presentes em deixar o local, os guardas jogaram bombas de efeito moral e fizeram uso de balas de borracha, deixando ao menos um ocupante ferido. “Colocaram todo mundo para fora, queimaram nossas madeiras e nossas lonas e apreenderam nossas ferramentas”, detalhou. Apenas após a chegada a Polícia Militar os manifestantes puderam retirar seus pertences.

Em nota, a Prefeitura de Diadema informou que “durante ronda de rotina no Jardim Inamar, próximo ao Pátio Municipal de Veículos Apreendidos, por volta das 2h da madrugada de domingo (25), viatura da Guarda Civil Municipal de Diadema (GCMD) flagrou cerca de 500 pessoas desembarcando de diversos ônibus e preparando-se para invadir o terreno que fica ao lado deste próprio municipal. Prontamente, a GCMD solicitou apoio da Polícia Militar, além de informar o Delegado de Plantão e a Secretaria Municipal de Habitação e Desenvolvimento Urbano. Portanto, para a ação da GCMD não houve necessidade de mandado porque a invasão não se concretizou”.

“Enquanto a GCMD aguardava pacificamente os manifestantes retirarem-se do local, alguns deles começaram a arremessar objetos diversos contra os guardas municipais, que precisaram se defender das agressões”, afirmou a prefeitura em nota.

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