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Gaspar é solto e tem 24 horas para pagar multa de R$ 85 mil

Gaspar é solto e tem 24 horas para pagar multa de R$ 85 mil
Gaspar foi preso após apreensão de R$ 588 mil em sua casa sem origem comprovada. Foto: Arquivo

O ex-secretário de Governo e de Transportes de Mauá João Gaspar (PCdoB) foi solto ontem (3), após passar 55 dias preso, acusado de lavagem de dinheiro. A suspensão da sua prisão preventiva foi concedida no dia 29 de junho pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, mas seu alvará de soltura só foi expedido pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) na segunda-feira à noite (2). Agora que está solto, Gaspar tem 24 horas para pagar multa no valor de R$ 85 mil, uma das medidas cautelares impostas.

Além da multa, o político não pode exercer qualquer cargo na administração municipal, nem se encontrar com o prefeito Atila Jacomussi (PSB) e sequer frequentar as dependências da sede da prefeitura. Também não pode se ausentar do Estado por mais de 15 dias sem autorização da Justiça e deve entregar seu passaporte em 24 horas.

Gaspar foi preso em flagrante, em 9 de maio, durante cumprimento de mandando de busca e apreensão em sua residência, onde a Polícia Fe­deral apreendeu R$ 588 mil e € 2.985, sem origem justificada.

O ex-secretário foi alvo da Operação Prato Feito, de­flagrada pela Polícia Federal e que investiga supostos esquemas de desvios de recursos em contratos de merenda escolar, uniforme escolar e material didático. Gaspar é acusado de receber, em 2016, quando atuava como assessor de Atila Jacomussi na Assembleia Legislativa, R$ 138 mil do empresário Carlos Zeli de Carvalho, o Carlinhos, investigado na Operação. O recurso teria abastecido a campanha de Atila, então candidato a prefeito de Mauá.

Em 2017, a Reverson Ferraz da Silva – ME, do empresário Carlinhos, fechou contrato no valor de R$ 8,3 milhões com a administração municipal para fornecimento de uniforme escolar, já com o socialista como prefeito. Gaspar também é acusado de receber recursos para intermediar contratos na cidade de Peruíbe, no litoral de São Paulo.

O advogado de defesa de Gaspar, Roberto Guimarães, afirmou que o cliente está bastante debilitado e abatido após quase dois meses de prisão, mas confiante na Justiça. “Acredito na inocência dele. Vamos, agora, aguardar o desenrolar do processo e a defesa tem de se manter combativa, como se manteve todo esse tempo”, declarou. João Gaspar chegou a ter dois pedidos de liberdade negados.

O prefeito Atila Jacomussi, que foi preso na mesma data que Gaspar e beneficiado com a suspensão da prisão preventiva em 15 de junho, segue impedido pelo TRF-3 de ocupar o cargo.

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