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Gasolina sobe R$ 0,07 e etanol atinge maior valor em cinco meses no postos do ABC

Gasolina sobe R$ 0,07 e etanol atinge maior valor em cinco meses no postos do ABC
Aumentos refletem, respectivamente, o reajuste anunciado pela Petrobras e o final da safra de cana de açúcar

O consumidor do ABC vai pagar mais caro para abaste­cer seu veí­cu­lo nos postos de combus­tível, como resultado do aumento de 4,0% promo­vido ontem (27) pela Petrobras no preço da ga­solina comercializada nas refinarias e da queda na produção de etanol, em decorrência do final da safra de cana de açúcar.

Segundo o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do ABCDMR (Regran), Wagner de Souza, as distribuidoras já vendiam on­­tem a gasolina para os postos com reajuste de R$ 0,07 – valor este que deve ser integralmente repassado para o preço na bomba.

“O repasse depende muito dos custos e da concorrência. Afinal, o preço é livre e cada estabelecimento vai buscar seu ponto de equilíbrio. Porém, a tendência é de que seja integral, uma vez que a margem (de lucro) dos postos está bastante comprimida”, afirmou Souza, ao Diário Regional.

Na semana passada, a Pe­trobras já havia elevado em 2,8% o preço da ga­­solina nas re­finarias, in­­­terrompendo pe­­río­do de quase dois meses sem reajustes. A trajetória as­cendente se de­ve ao dólar – um dos parâme­tros acompanhados pela estatal em sua política de preços –, que renovou ontem a maior cotação do Plano Real (R$ 4,259).

Na semana passada, a ga­solina era vendida em mé­­­­dia a R$ 4,157 o litro nos postos do ABC, praticamente estável ante o levantamento anteri­or, segundo pesquisa da Agên­cia Nacional do Petróleo, Gás Natu­ral e Biocombustíveis (ANP), com dados compilados pelo Diário Regional.

O combustível variou entre o preço mínimo de R$ 3,899 (encontrado em postos de Ribeirão Pires, Mauá, Santo André e São Bernardo) e o máximo de R$ 4,699 (São Caetano).

ETANOL

Ainda segundo o presidente do Regran, o etanol vendido pelos distribuidores chegou aos postos R$ 0,04 mais caro ontem, reajuste que se seguiu a outro, de igual magnitude, promovido na semana passada.

A explicação, neste caso, é o encerramento da moagem de cana de açúcar em várias usinas, o que reduz a produção.

Na semana passada, o re­novável era vendido em mé­­­­dia a R$ 2,804 o litro nos pos­tos do ABC, montante 1,5% su­pe­rior ao apurado no levantamento anterior (R$ 2,763).
Trata-se do maior valor des­de o apurado na terceira se­mana de maio (R$ 2,833).

O combustível variou entre o preço mínimo de R$ 2,499 (encontrado em estabelecimento de Santo André) e o máximo de R$ 3,199 (São Caetano).

Nas usinas paulistas, o eta­­nol registra dez semanas se­guidas de aumento. A alta acu­mulada chega a 12,5%.

Ainda assim, o etanol se­gue competitivo para o proprietário de carro flex, pois custa o equi­va­lente a 67,5% do preço da gasolina – até 70%, o renovável é mais vantajoso.

Souza destacou que muitos estabelecimentos praticam concorrência desleal ao vender combustível adulterado, o que reduz a capacidade de postos regu­lares de repassar custos. “Por is­so, sempre se deve des­confiar de produto muito barato.”

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