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Gasolina, diesel e gás de cozinha ficam mais caros nas refinarias

Gasolina, diesel e gás de cozinha ficam mais caros nas refinarias
Na semana passada, a ga­solina era vendida, em média, a R$ 4,508 o litro no ABC, Foto: Arquivo

Em meio a acusações de falta de transparência e de independência da Petrobras para definir os preços dos combustíveis, a estatal anunciou, ontem (8), novos re­a­justes para gasolina, diesel e gás de cozinha nas refinarias.

Com os aumentos, válidos a partir de hoje, a gasolina ficará 8% mais cara nas refinarias e passará a custar R$ 2,25 por litro, refletindo aumento médio de R$ 0,17. O diesel, por sua vez, vai subir 6% (R$ 0,13) e passa­rá a custar R$ 2,24 por litro.

O gás de cozinha ficará cer­ca de 5% mais caro, o que significa acréscimo de R$ 1,82 por botijão de 13 kg, que passará a custar R$ 37,79 nas refinarias.

Trata-se da terceira alta do ano no preço da gasolina e a segunda no do diesel. Desde o início de 2021, a Petrobras já elevou em 22% o preço da gasolina – que, em dezembro, custava R$ 1,84 nas refinarias – e de 10,9% no do diesel.

Esses valores não conside­ram impostos nem outros cus­­tos da cadeia de combustí­veis (distribuição e revenda).
Na semana passada, a ga­solina era vendida, em média, a R$ 4,508 o litro no ABC, segundo pesquisa da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), com dados compilados pelo Diário Regional. No ano, o derivado do petróleo acumula reajuste de 5,9% nos postos da região.

O botijão de gás de 13 kg, por sua vez, custava em média R$ 81,87. No ano, o gás de co­zi­nha acumula alta de 4,5% nos estabelecimentos do ABC.

PETRÓLEO

Os reajustes acompanham a recuperação das cotações in­ternacionais do petróleo, im­pulsionada pela expectativa de retomada da economia com o avanço da vacinação contra a covid-19 pelo mundo e pelos estímulos concedidos pelo go­­verno norte-americano.

O barril do petró­leo tipo Brent fechou acima dos US$ 60 em Londres ontem e, com isso, reto­mou o patamar pré-pandemia.
Críticas dos caminhoneiros aos aumentos geraram tentativa de reação do presidente Jair Bolsonaro, que sinalizou na última sexta-feira com a possibilidade de al­terar a forma de incidência do ICMS – imposto estadual – pa­ra bara­tear o preço dos combus­tíveis. O esforço, porém, trouxe de volta dúvidas sobre a indepen­dência da estatal pa­ra esta­be­lecer sua política de preços.

Ontem, porém, o presidente afirmou que o governo não tem a intenção de diminuir o valor do ICMS dos Estados, mas reforçou que o governo segue focado em encontrar alternativas para a alta do diesel. Ontem, o presiden­te se reuniu com a equipe econô­mi­ca para discutir o assunto.

“Não estou querendo, nem vou pensar, nem poderia diminuir o valor do ICMS”, disse Bolsonaro em entrevista ao apresentador José Luiz Date­na. Mais cedo, reconheceu que os novos reajustes gera­riam “chiadeira com razão”.

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