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Fundação Florestan Fernandes abre inscrições de curso preparatório para Enem e vestibular

Fundação extinguiu prova para ingresso nos cursos; vagas são preenchidas por ordem de inscrição. Foto: Angelica Richter
Fundação extinguiu prova para ingresso nos cursos; vagas são preenchidas por ordem de inscrição. Foto: Angelica Richter

A Fundação Florestan Fernandes, em Diadema, vai abrir nesta segunda-feira (26) as inscrições do curso preparatório para o ENEM e ou­tros vestibulares. O período de inscrição para concorrer às bolsas de estudo será das 10h desta segunda, às 23h59 do dia 30 deste mês. O sorteio das 100 vagas será feito pela Loteria Federal do dia 31. As inscrições para os cursos de capacitação que terão início em agosto iriam até este domingo (25), mas já foram  preenchidas. Porém, até amanhã quem tem interesse na capacitação pode se inscrever para a lista de espera.

A partir deste semestre não há mais prova para ingresso nos cursos. “Para nós, a prova é excludente. Tratar os desiguais de forma igual não é justo. No dia que assumi, fiquei na portaria e ficava vendo as pessoas chegando para o último horário de prova, às 19h. Estava chovendo demais e vi pessoas carregando o sapato, todas molhadas, correndo para não se atrasar. Como uma pessoa nessa situação tem cabeça para fazer prova? Não é justo. Com o desemprego vem aqui advogado, professor, pleitear uma vaga para voltar ao mercado qualquer que seja a função. Não tem como uma mãe, com cinco filhos, arrimo de família, moradora da periferia competir. Agora será por ordem de chegada. Tem 50 vagas, os primeiros 50 estão aprovados , os demais vão para a lista de espera. Com isso pretendemos beneficiar o maior número de pessoas que, de fato, necessitam ser incluídas socialmente”, afirmou ao Diário Regional Manoel Eduardo Marinho, o Maninho, diretor-presidente da Florestan.

Maninho: "Para nós a prova é excludente. Tratar os desiguais de forma igual não é justo". Foto: Reprodução Facebook
Maninho: “Para nós a prova é excludente. Tratar os desiguais de forma igual não é justo”. Foto: Reprodução Facebook

Segundo Maninho, a Fundação foi criada com o objetivo de incluir socialmente a população menos favorecida no mercado de trabalho por meio da capacitação, “já que quem tem uma condição social um pouco mais elevada pode disputar vaga no Sistema S de ensino”.

Para aproximar a Fundação, entre as medidas adotadas pela nova gestão está a descentrali­zação dos cursos com a criação de polos. “Trabalhamos com o orçamento deixado pela gestão passada. Então, pedimos ao prefeito (José de Filippi Jr.) pequeno aporte financeiro para levar os cursos à periferia, descentralizando e aproximando a Fundação das pessoas. Isso é uma conquista. Entendemos que o cidadão que mora na periferia, que tem dois ou três filhos, não tem recursos para pagar a passagem, a fim de que os filhos estudem aqui. Com esse recurso estamos levando um polo para cada bairro. As inscrições começaram no último dia 21 e os munícipes podem fazê-las nos polos. Não precisa vir aqui. Então, quem tiver dificuldade de fazer a inscrição pela internet, pode ir a qualquer polo, que tem total infraestrutura”, destacou.

AULAS VIRTUAIS

Outra ação destacada por Maninho foi a criação da plataforma virtual de aprendizado. “A Fundação funcionou praticamente seis meses no ano passado e, preocupados com os números de quando chegamos, entendemos que precisaríamos acrescentar algo. Não tem sentido eu vir para cá e montar uma equipe e não dar curso profissionalizante. Então, buscamos informações e criamos uma plata­forma virtual de aprendizado, que está chegando às pessoas, que estão satisfeitas com a oportunidade de estudar a distância e não perder um ano em um momento deste. Se não tivéssemos criado essa ferramenta não conseguiríamos chegar até as pessoas. Formamos no primeiro semestre mais de mil pessoas.”

“Tivemos de transformar tudo que é presencial em virtual. Apesar da migração não ser fácil, conseguimos, em 15 dias, colocar a plataforma para funcionar e iniciar os cursos. Fizemos uma reavaliação dos cursos e temos uma cartela mais de acordo com a demanda, como o de logística e, na culinária, a introdução de aulas mais específicas. Retomamos a parceria com o Sindicato da Construção Civil para termos novamente os cursos na área. Também separamos a preparação para o primeiro emprego por áreas”, complementou Rubens Filho, diretor-pedagógico da instituição.

Hugo Birelo: Fundação extinguiu prova para ingresso nos cursos; vagas são preenchidas por ordem de inscrição". Foto: Angelica Richter
Hugo Birelo: “Busquei a capa­citação para voltar ao mercado de trabalho e fazer network”. Foto: Angelica Richter

SEBRAE

Maninho ressaltou, ainda, a parceria com o Sebrae, que visa à capacitação dos alunos para o empreendedorismo. “Qual o nosso pensamento, não basta você formar as pessoas, principalmente com o mercado de trabalho encolhendo, temos de proporcionar opções. Estamos trabalhando com a perspectiva de que quando o aluno se forme pense em abrir o próprio  negócio. Para isso, ele tem de saber o quanto vai investir, qual o público, quanto vai cobrar. A maioria dos pequenos comércios que abre fecha em um ano, por falta dessa capacitação que o Sebrae está proporcionando. A primeira capacitação que o Sebrae deu esperávamos 60 pessoas e vieram 170”, destacou.

OS ALUNOS

Hugo Soares Birelo está fazendo aulas de pizzaiolo e des­tacou a importância dos cursos da Fundação. “Busquei a capa­citação para voltar ao mercado de trabalho e fazer network. Já fiz outro curso aqui, de cozinha italiana. Principalmente por ser de graça, é muito importante para os munícipes. O va­lor de um curso deste é muito alto. Para quem busca se profissio­nalizar para o mercado de traba­lho é inte­ressante. Apesar de o mercado estar estagnado, uma hora vão precisar de pessoas capacitadas. Já trabalhei na área de gastronomia. Mudei de setor, mas com a pandemia tudo mudou e resolvi voltar para a gastronomia”, destacou.

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