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Funcionários da Saúde decidem sobre greve nesta segunda-feira

Funcionários da Saúde decidem sobre greve nesta segunda-feira
Ontem foi realizado protesto na porta do Nardini, que contou com apoio de vários sindicatos. Foto: Divulgação

O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde do ABC (SindABC) realizará na próxima segunda-feira (19), às 5h30 da manhã, ato em frente ao Hospital Nardini, em Mauá, para que a categoria decida sobre a realização de greve. Os funcionários da Fundação do ABC/Cosam (Complexo de Saúde de Mauá, que gerencia os terceirizados) alegam que estão sendo vítimas de diversas irregularidades, como não pagamento integral do 13º salário de 2017, o desconto e não-repasse ao banco do empréstimo consignado dos trabalhadores, entre outras. Na cidade são 942 trabalhadores vinculados à Fundação do ABC.

Em assembleia realizada na semana passada, o SindSaúde Sindicato orientou os trabalhadores a fazerem Boletim de Ocorrência e enviarem para a entidade, juntamente com a carta do banco cobrando o pagamento e o holerite comprovando o desconto. “Com esses documentos o sindicato vai processar a empresa criminalmente por apropriação indébita e estelionato”, afirmou o presidente do Sindicato, Almir Rogério Mizito.

Caso seja iniciada, a paralisação vai abranger os funcionários do Hospital Nardini, Unidades de Pronto Atendimento (UPA), Unidades Básicas de Saúde (UBSs), Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) e demais equipamentos de saúde pública vinculados ao SindSaúde ABC. Na manhã de ontem (16) foi realizado outro protesto na porta do hospital Nardini, que contou com apoio de representantes de vários sindicatos da região, entre eles os Metalúrgicos, a Construção Civil, os Petroleiros, os Químicos, o Sintramov e a Apeoesp.

“Se alguém for vítima de alguma pressão de chefia para não participar do movimento, denuncie ao sindicato e, se possível, junte provas, pois vamos tomar as providências cabíveis”, orientou o presidente sindicato. “Esperamos que segunda-feira a postura do Hospital Nardini seja outra, pois hoje tivemos a polícia presente e um chefe de segurança que ficou o tempo todo tentando intimidar os participantes”, completou o dirigente.

Situação humilhante

Em carta que está sendo distribuída à população, o sindicato afirma que “os funcionários da UFABC estão passando por uma situação humilhante e podem não ter outra saída senão utilizar o último recurso diante da intransigência patronal: a greve”.

“Também é importante que os senhores saibam que os trabalhadores da FUABC não tiveram, até agora, nenhum reajuste de salário em 2016 e nem em 2017. O Sind­Saúde ABC está empenhado na luta em favor dos direitos dos trabalhadores e utilizando todos os recursos jurídicos e políticos para que esses direitos sejam respeitados”, completa o texto.
Em nota enviada à imprensa, a FUABC informou que, sobre os empréstimos

consignados, “houve um erro no mês de dezembro, mas que foi solucionado sem prejuízo aos funcionários”. Sobre o reajuste salarial, a nota informa que a questão foi judicializada pelo sindicato e que a Fundação aguarda o trânsito da ação no Tribunal Regional do Trabalho. Por fim, a instituição admite o pagamento parcial do 13º salário e afirmou que aguarda repasse de verbas da Prefeitura de Mauá. A prefeitura, por sua vez, não se posicionou. Segundo a FUABC, os atendimentos nos equipamentos de saúde estão sendo feitos normalmente.

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