Política-ABC, Regional, Sua região

Funcionários da Fundação do ABC podem entrar em greve a partir de terça

Funcionários da Fundação do ABC  podem entrar em greve a partir de terça
Categoria aprovou paralisação durante assembleia realizada na sede do SindSaúde ABC. Foto: Divulgação/SindSaúde ABC

A partir da próxima terça-feira (17) qualquer unidade de saúde sob gestão da Fundação do ABC em Santo André, São Bernardo, São Caetano ou Mauá poderá paralisar as atividades em protesto ao não cumprimento, por parte da ins­tituição, da Convenção Coletiva de Trabalho de 2019. O acordo estabelece reposição integral da inflação (5,07%) nos salários e benefícios dos traba­lhadores, em duas parcelas.
Ao todo, são 10.470 traba­lhadores, dos quais 1.800 em Santo André, 6.500 em São Bernardo, 940 em São Caetano e 1.230 em Mauá.

Esta foi a decisão unâni­me tomada durante assembleia rea­lizada na noite de quinta-feira, na sede do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Privados de Saúde do ABC (SindSaúde ABC), específica dos trabalhadores em hospitais, Unidades Básicas de Saúde (UBSs), de Pronto Atendimento (UPAs) e demais equipamentos de saúde geridos pela FUABC.

“Amanhã (ontem) vamos en­viar o aviso de greve e, a partir de terça-feira, começarão a pipocar paralisações, pois ninguém aguenta mais tanto desrespeito àqueles que cuidam da saúde da população”, afirmou o presidente do sindica­to, Almir Rogério, o Mizito.
A assembleia abordou dois pontos de pauta. No primeiro, os advogados do SindSaúde ABC deram informações sobre o andamento dos três processos contra a FUABC, referentes aos dissídios coletivos de 2016, 2017 e 2018, em trâmite na Justiça.

Os advogados afirmaram que a FUABC tem “agido de má fé” ao protelar os processos. “Há também o tempo da própria Justiça e as coisas não fluem como deveriam. O processo de 2017, por exemplo, está mais adiantado que o de 2016”, disse o advogado Túlio Tayano, acrescentando que os trabalhadores já poderiam ter recebido os valores devidos, uma vez que a causa está ganha. “Os cálculos apresentados pela empresa estão incompletos e errados.”

 DESCUMPRIMENTO

Quanto à campanha salarial deste ano, já encerrada para a maior parte da categoria, Mizito afirmou que a FUABC não cumpriu o acordo assinado com o sindicato patronal, o qual previa a aplicação de 2,5% sobre os salários de agosto, referentes à primeira parcela do reajuste, que totaliza 5,07%.

“A exemplo do que vem fazendo desde 2016, a empresa deixou os trabalhadores, mais uma vez, sem qualquer reajuste. Enquanto ficam no jogo de empurra-empurra, dizendo que a culpa é da prefeitura e vice-versa, quem está na linha de frente e atende diretamente a população é completamente ignorado. É como se não existissem”, disse o dirigente.
“Vamos lutar por nossos direitos”, concluiu o presidente do sindicato. As parali­sações podem ocorrer em qualquer unidade gerida pela FUABC e, por isso, o movimento foi denominado “greve pipoca”.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*