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Freudenberg-NOK vai fechar fábrica em Diadema até outubro do próximo ano

Freudenberg-NOK vai fechar fábrica em Diadema até outubro do próximo ano
Freudenberg-NOK está instalada em Diadema deste 1976 e emprega 350 trabalhadores. Foto: Arquivo

A indústria de autopeças Freu­­denberg-NOK anunciou on­­­­tem (4) o fechamento de sua fá­­­brica no Brasil, situada em Dia­­de­ma. O encerramento das operações será gradual e estará concluído em outubro de 2020, como parte de “proces­so de reposicionamento es­tra­tégico do mo­delo de ne­­­­gócio no Brasil”.
Instalada na cidade des­de 1976, a unidade emprega cerca de 350 trabalhadores e pro­duz retentores, o-rings e vedações para os setores industrial e automotivo (montadoras e mercado de reposição).
A indústria nega que pro­blemas de curto prazo te­nham motivado a decisão, que é atribuída a um “reposi­cionamento estratégico”

“A Freudenberg-NOK vem realizando vários investimentos no país, a fim de trazer os mais novos mate­riais, tecnologias e produtos, sempre na expectativa de ver competiti­vidade e volumes da região me­­lhorarem, mesmo diante da vo­latilidade do mercado. Apesar dos es­forços, tanto de nossos colaborado­res, como de clientes e fornecedores, o retorno dos investimentos não se ma­te­rializou de forma sustentá­vel”, diz a nota da empresa.

“Orientação de longo-prazo e sustentabilidade são elementos-chave para a perenidade do negócio. Com isso em mente e os acordos de livre comércio, tan­to os vigentes, como os que vi­rão, a mudança de modelo de negócio na América do Sul nos possibilitará suportar clientes no continente por muitos anos, independentemente de como o mercado se desenvol­verá no fu­turo, se (terá) mais motores à combustão ou veículos eletri­­fi­cados, se volumes de produ­­ção maiores ou menores”, pros­­­se­gue a Freudenberg-NOK.

Procurada pela reportagem, a empresa informou que a transferência da produção co­meça imediatamente e será concluída em outubro de 2020, quando o fornecimento da li­nha de produtos atualmente fabri­cada em Diadema “passará a ser feito a partir das mais de 60 plantas da empresa loca­lizadas ao redor do mundo”.

O processo de desligamento dos trabalhadores, por sua vez, ocorrerá a partir do segundo trimestre do próximo ano. “Os colaboradores serão informados com, no mínimo, 30 dias de antecedência, conforme a legislação vigente”, informou a companhia.

Procurado, o Sindicato dos Borracheiros da Grande São Pau­lo (Sintrabor), que representa os trabalhadores da empresa, não respondeu aos ques­tionamentos da reportagem.

“A Freudenberg-NOK está ciente de que uma reestruturação desse porte tem impactos diretos e indiretos na vida das pessoas, decorrentes de ajustes graduais no quadro de cola­bo­radores. A empresa salienta, porém, que eventuais medidas, como desligamentos e transfe­rências, não serão toma­das imediatamente”, diz a empresa.

Os trabalhadores foram co­­­­mu­nicados ontem do fechamento da fábrica. A Freudenberg-NOK informou ainda à reportagem que “conversas com o sindicato estão em andamento para a adoção de um Plano de Demissão Incen­tivada (PDI) e um pacote de benefícios abrangente”.

A empresa integra o Gru­po Freudenberg, que emprega 1,3 mil trabalhadores em oito fábricas no Brasil. No ano passado, o grupo registrou vendas de R$ 874 milhões no país.

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