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Frentes de esquerda e centrais protestam contra reformas

Sindicato realiza ato contra a reforma, na semana passada. Foto: Edu Guimarães/SMABC Centrais sin­dicais e movimentos populares farão hoje (15) manifestações contra as propostas de reforma da Previdência e trabalhista patrocinadas pelo governo do presidente Michel Temer (PMDB) em várias cidades.

A paralisação deve afetar o transporte de passageiros e o funcionamento das escolas públicas. Motoristas e cobradores de ônibus, metroviários, metalúrgicos, bancários, professores estaduais e municipais, entre outras categorias, paralisarão suas atividades hoje.

Os metroviários confirmaram ontem a paralisação da categoria por 24 horas, enquanto motoristas e cobradores devem parar na Capital da meia-noite às 8h. O anúncio ocorre mesmo depois de a Justiça do Trabalho ordenar que as duas categorias continuem a operar. O rodízio municipal será suspenso devido às paralisações.

Na Capital, as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo farão manifestação na avenida Paulista, às 16h. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve participar do ato.

“A expectativa é que venham 100 mil pessoas em São Paulo”, afirmou Raimundo Bonfim, coordenador da Frente Brasil Popular, que reúne 63 entidades de movimentos sociais e sindicais.

Na região, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, ligado à Central Única dos Trabalhadores (CUT), fará mobiliza­ção que começa no pátio da Volkswagen, no km 23,5 da Via Anchieta, às 8h. De lá, os trabalhadores seguirão em passeata até o posto da Previdência Social, no Centro de São Bernardo, onde ocorre ato político.

“É nosso recado para o governo. Não sairemos das ruas enquanto essa proposta vergonhosa (de reforma da Previdência) tramitar no Congresso”, disse o presidente do sindicato, Rafael Marques.

Sindicatos ligados à Força Sindical também prometem realizar protesto em fren­te à estação da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) de Mauá.

Idade mínima

No que se refere à reforma da Previdência, as entidades e as centrais sindicais são contrárias ao aumento da idade mínima para 65 anos e à definição do tempo de contribuição em 49 anos para receber o benefício integral da aposentadoria.

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