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França investiga assassinato de idosa judia em Paris como crime antissemita

A Procuradoria da França passou nesta segunda-feira (26) a investigar como assassinato com motivação antissemita a morte de uma mulher judia de 85 anos cujo corpo foi encontrado carbonizado em um apartamento de Paris.

Segundo a autópsia, Mireille Knoll foi esfaqueada diversas vezes antes de os autores terem colocado fogo em sua casa na sexta (23). A polícia já prendeu dois suspeitos, que serão indiciados por homicídio qualificado e roubo.

Os agentes, porém, não revelaram a idade dos autores. À agência de notícias AFP, o filho da vítima, que não quis se identificar, disse que um deles visitava com frequência a idosa, que o tratava como se fosse um filho.

Em Israel, o ministro das Relações Exteriores francês, Jean-Yves Le Drian, afirmou ser provável que a mulher tenha sido morta por sua religião e que o crime era prova da necessidade da luta permanente contra o antissemitismo.

Quando era criança, Knoll conseguiu escapar da chamada Rusga do Velódromo de Inverno de Paris, feita em 1942 pelo governo de Vichy, que enviou mais de 13 mil judeus para campos de concentração da Alemanha nazista.

Ela fugiu com a mãe para Portugal. Depois da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) ela voltou à capital francesa e se casou com um sobrevivente do Holocausto, que morreu no início dos anos 2000.

A comunidade judaica na França tem sido alvos de ataques nos últimos anos, em sua maioria feitos por extremistas islâmicos. Em fevereiro a Justiça confirmou que o assassinato de uma judia ortodoxa em 2017 foi antissemita.

Em 2015, vândalos profanaram 250 túmulos em um cemitério judaico no sul da França e quatro judeus foram mortos em um ataque a um mercado kosher feito por um homem que se disse ligado à facção terrorista Estado Islâmico.

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