Copa do mundo, Esportes

França e Dinamarca são vaiados em primeiro 0 a 0; Peru se despede com vitória

França e Dinamarca são vaiados em primeiro 0 a 0
Franceses e dinamarqueses deixaram irritados o público que compareceu ao Lujniki. Foto: Aurélien Duran/FFF

França e Dinamarca se enfrentaram ontem (26) com a necessidade de, no mínimo, empatar para atingir suas pretensões momentâneas – e foi o que aconteceu. Em jogo monótono e sob vaias, as seleções fizeram o primeiro 0 a 0 da Copa na Rússia, já com 38 partidas.

Classificada antecipadamente às oitavas de final e precisando só de um ponto para liderar o Grupo C, a França poupou seis titulares para a partida. Até no gol teve substituição, com Mandanda entrando no lugar de Lloris. A igualdade também servia para os dinamarqueses se garantirem no mata-mata, em segundo.

Ao fim dos 90 minutos, a torcida das duas equipes e até os neutros vaiaram de forma mais intensa. Foi o sinal da insatisfação de 78.011 espectadores que lotaram o estádio Lujniki, em Moscou.

Com a primeira posição, a França terá em seu caminho nas oitavas de final a Argentina, que se classificou na segunda colocação do Grupo D ao derrotar a Nigéria por 2 a 1, também ontem.

Os dinamarqueses, por sua vez, aguardam a Croácia, que se classificou com a primeira posição e 100% de aproveitamento no Grupo D ao vencer a Islândia por 2 a 1.

A França jogará no sábado (30) em Kazan, enquanto a Dinamarca atuara em Nijni Novgorod no dia seguinte.

O JOGO

O primeiro tempo teve apenas cinco chutes na direção do gol, o que reflete a monotonia da partida, muito disputada na zona do meio de campo, e a dificuldade das equipes para criar lances de perigo.

Destes, quatro foram da França e apenas um da Dinamarca, que se mostrou bem satisfeita com o empate.

Em um lance aos 40 minutos, a Dinamarca chegou à área adversária e tocou a bola até recuar ao seu campo. Foi o estopim para uma vaia vir forte das arquibancadas.

Ao fim do primeiro tempo, mais insatisfação dos torcedores e uma vaia geral.

Nada mudou na etapa complementar, e a partida se tornou ainda mais maçante quando o Peru fez 2 a 0 sobre a Austrália em Sochi, antes dos 10 minutos da etapa final.

Ali o futuro de todas as equipes da chave já estava definida, uma vez que os australianos ainda brigavam com a Dinamarca pela classificação. O único lance que arrancou algum grito de emoção na segunda etapa foi um chute de Nabil Fekir, na rede pelo lado de fora, aos 25 minutos.

Os dinamarqueses só queriam tocar a bola de lado. No final, mais vaias e a certeza de que Dinamarca x França foi jogo mais decepcionante da Copa.

 

DINAMARCA 0 X 0 FRANÇA

Ár­bi­tro: Sandro Meira Ricci (Brasil). Estádio: Lujniki, em Moscou, ontem.

DINAMARCA
Schmeichel; Dalsgaard, Kjaer, Mathias Jorgensen e Stryger Larsen; Christensen; Braithwaite, Eriksen, Delaney e Sisto (Fischer); Cornelius (Dolberg). Técnico: Age Hareide.

FRANÇA
Mandanda; Sidibé, Varane, Kimpembe e Lucas Hernández (Mendy); Kanté e Nzonzi; Dembélé (Mbappé), Griezmann (Fekir) e Lemar; Giroud.
Técnico: Didier Deschamps.

 

Eliminado, Peru derrota a Austrália e volta a vencer em Mundiais após 40 anos

A seleção peruana se despediu com vitória da Copa do Mundo da Rússia. Ontem (26), a equipe comandada pelo argentino Ricardo Gareca venceu a Austrália por 2 a 0, no estádio Olímpico de Sochi, pela terceira rodada do Grupo C do Mundial.

Com o resultado, França e Dinamarca, que empataram por 0 a 0, avançaram às oitavas de final. Os franceses somaram sete pontos, dois a mais que os dinamarqueses. O Peru terminou na terceira colocação, com três pontos.

A Austrália, que precisava vencer e torcer pela derrota da Dinamarca, encerrou sua participação na lanterna da chave, com um ponto.

Apesar da eliminação logo na primeira fase, os peruanos celebraram o histórico triun­fo contra os australianos. A última vitória do país em um Mundial aconteceu no dia 11 de junho de 1978, quando bateu o Irã por 4 a 1.

Desde então, colecionava seis derrotas e dois empates. Em 1978, o Peru terminou o Mundial da Argentina perdendo para Brasil (3 a 0), Polônia (1 a 0) e Argentina (6 a 0). Quatro anos depois, empates diante de Camarões (0 a 0) e Itália (1 a 1) e revés para os poloneses (5 a 1).

Após 36 anos fora da competição, retornou com derrotas para Dinamarca e França.

Guerrero lamentou a eli­minação prematura do Peru e dedicou vitória de ontem a Farfán, que se lesionou durante os treinos do Peru para o Mundial.

 

AUSTRÁLIA 0 X 2 PERU

Gols: Carrillo, aos 17 do 1º tempo; Guerrero, aos 4 da 2ª etapa. Ár­bi­tro: Sergei Karasev (Rússia). Estádio: Fisht, em Sochi, ontem.

AUSTRÁLIA
Ryan; Risdon, Sainsbury, Milligan e Behich; Jedinak e Mooy; Leckie, Rogic (Irvine) e Kruse (Arzani); Juric (Cahill).
Técnico: Bert Van Marwijk.

PERU
Gallese; Advíncula, Ramos, Santamaria e Trauco; Tapia (Hurtado) e Yotún (Aquino); Carrillo (Cartagena), Cueva e Flores; Guerrero.
Técnico: Ricardo Gareca.

 

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