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Menina é terceira vítima de temporal no ABC

Fortes chuvas desta sexta-feira causam alagamentos, desabamento e morte no ABC
Em Santo André, cidade mais afetada, motoristas ficaram ilhados com enxurradas nas ruas. Foto: Marcelo Gonçalves/Sigmapress/Folhapress

As fortes chuvas que atingiram a região do ABC  na sexta-feira passada (23) fizeram mais uma vítima fatal. Mirella Carneiro de Andrade, 3 anos, morreu por volta das 5h40 deste domingo (25). Ela estava internada em estado gravíssimo na UTI do Hospital Pronto-Socorro Central de São Bernardo, e não resistiu.

Mirella havia ficado presa em um carro com a avó, Maria Luzinete, 63 anos. O automóvel onde as duas estavam foi arrastado pela enchente na rua Joaquim Nabuco. Elas chegaram a ser socorridas com vida pelo Corpo de Bombeiros, e Maria morreu na noite do sábado (24).

Segundo os médicos, a causa da morte de Mirella foi encefalopatia anóxica. A Secretaria de Saúde de São Bernardo  afirmou que “ela foi acompanhada por uma equipe multiprofissional, mas seu estado era bastante crítico e ela não respondeu ao tratamento”. A Polícia Civil pediu exames necroscópicos.

Além de Mirella e Maria Luzinete, as tempestades que caíram na região do ABC  também vitimaram Marcelo Romano da Silva, 43 anos. Ele andava de bicicleta no centro de São Bernardo e foi levado pela enxurrada.

Um vídeo mostra que Silva tentou se segurar em dois postes enquanto era levado pela enchente. No entanto, a força da água é grande e ele não consegue ficar em pé. Pessoas que acompanhavam o fato gritavam para que ele largasse a bicicleta. Uma equipe dos bombeiros tentou socorrê-lo, na praça Samuel Sabatini, mas Silva já foi tirado da água sem vida.

 

TEMPORAL

Em toda a região foram 117 chamados em áreas de alagamento e outros 30 motivados por queda de árvore por causa do temporal de sexta. A CPTM informou que alagamento interrompeu a circulação de trens entre as estações Capuava e São Caetano. Segundo a CPTM, a operação Paese (ônibus gratuito em situação de emergência) foi acionada. Por causa da chuva, entretanto, os motoristas tiveram dificuldade para levar os ônibus até as estações. A interrupção na circulação dos trens começou por volta das 17h15 e causou transtornos no horário de pico. Por volta das 20h30, a companhia ainda realizava testes com uma composição vazia no trecho interditado antes de retomar a operação.

Em Santo André, cidade mais afetada, motoristas ficaram ilhados com enxurradas nas ruas. Um homem, uma mulher e uma criança tiveram de ser resgatados de um caminhão com auxílio de um helicóptero da Polícia Militar.

O temporal atrapalhou comerciantes de Santo André em plena Black Friday. No Shopping Gran Plaza, pró­ximo ao Tamanduateí, parte dos corredores foi fechada por causa da enchente. Lojistas tiveram dificuldade para retomar o atendimento. Em outro ponto da cidade, no cemitério da Vila Pires, um muro desabou e afetou alguns túmulos.

O prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), utilizou as redes sociais para informar que para garantir a segurança e a normalização dos serviços, os parques da cidade estarão fechados hoje (24) e os eventos que aconteceriam foram cancelados. “Choveu, em menos de uma hora, o volume esperado para o mês todo de novembro. Por isso, mobilizamos todas as equipes da prefeitura para apoiar a Defesa Civil e minimizar os estragos provocados pelo temporal. O trabalho não para”, afirmou.

 MORTE

Em São Bernardo, as chuvas provocaram três mortes. A prefeitura informou, por meio de nota na sexta, que choveu em algumas regiões da cidade 62 milímetros em uma hora, sendo que estavam previstos 11 milímetros ao longo de todo o dia.

“Infelizmente, se registrou um óbito, no Centro, além de ocorrências, que atingiram casas, comércios e afetou gravemente o trânsito, que começou a ser liberado, por volta das 21 horas. A prefeitura mobilizou equipes da Defesa Civil, Guarda Civil Municipal, Departamento de Trânsito para minimizar os danos acusados pela fortíssima chuva. Por toda esta sexta-feira, inclusive na madrugada, equipes estarão trabalhando na limpeza da cidade”, informou a administração municipal. “O momento é de grande mobilização e solidariedade”, afirmou o prefeito Orlando Morando (PSDB).

Em Mauá, uma casa que estava construída sobre uma galeria desabou na rua Cedro. Não houve feridos. Outras quatro residências foram interditadas pela Defesa Civil e as famílias acabaram atendidas por vizinhos.

Segundo a Prefeitura de Mauá, foram 26 pontos de alagamento no município que recebeu, em seis horas, cerca de 72,65 mm de chuva.
Diadema foi outra cidade bastante afetada pelo temporal. A região do Piraporinha teve ponto de alagamento intransitável, e na Vila Joaninha houve deslizamento de terra. Equipes da Defesa Civil foram ao local, para dar o apoio necessário às famílias.

 

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