Editorias, Notícias, Veículos

Ford revive nome Maverick para sua nova picape, que deve vir ao Brasil em 2022

Ford revive nome Maverick para sua nova picape, que deve vir ao Brasil em 2022
Ford Maverick acompanha o design das demais picapes da marca, com carroceria encorpada e capô elevado. Foto: Divulgação

DANIEL DIAS
AutoMotrix

Uma das atuais metas globais da Ford é concentrar seus negócios em modelos com alto valor agregado, como os espor­tivos (Mustang), veículos co­merciais (Transit), utilitários es­portivos (Edge, Territory e o novato Bronco Sport) e picapes (Ranger e F-150, esta o veículo mais vendido da América do Norte há quase 40 anos). Essa decisão levou ao fechamento das fábricas brasileiras, onde eram produzidos os compactos Ka e EcoSport – atualmente, o mercado nacional é abastecido ape­nas com modelos importados. Agora, para ampliar sua linha global de picapes, a Ford deci­diu resgatar um nome clássico em suas fileiras: o Maverick.

O objetivo do novo produto, que acaba de ser apresentado nos Estados Unidos, é “entrar de sola” no mercado de picapes intermediárias, posicionadas en­tre as compactas e as médias – segmento que, no Brasil, é atualmente dominado pela Fiat Toro. Para a Argentina, a marca já confirmou que a Maverick chegará no próximo ano, importada do México. A possibilidade de vir também para o Brasil é grande.

“A proposta do produto Ma­verick é diferente de tudo o que existe. É uma picape de ótima aparência com quatro portas e espaço para cinco adultos, motor híbrido padrão com economia de combustível urbana que supera a de um Honda Civic, por exemplo. A Maverick desafia os estereótipos do que uma picape pode ser. Acreditamos que será atraente para muitas pessoas que nunca pensaram em ter uma picape”, afirmou Todd Eckert, gerente de Marketing do Grupo Ford Trucks.

Construída sobre a mesma plataforma do Bronco Sport, recém-lançado no Brasil, a Ma­verick será vendida nos Estados Unidos com tecnologia híbrida, tendo como base um motor 2.5 a combustão interna de 164 cavalos de potência e 21,4 kgfm de torque, mais um elétrico de 128 cv e 23,9 kgfm. A potência combinada, segundo a Ford, é de 193 cv. A transmissão é do tipo CVT, simulando oito marchas, com tração dianteira. A promessa é de que a nova pi­ca­pe seja bem econômica, com consumo médio de 17 km/l na cidade e autonomia estimada em 805 quilômetros.

Existe ainda o propulsor 2.0 turbo de 253 cv e 38,3 kgfm de torque, com opção de tração integral. A Maverick tem um seletor de marchas em forma de botão no lugar da tradicio­nal alavanca, seguindo os mode­­los mais recentes da marca, e ja­nela traseira no estilo de ca­minhões de grande porte.

Fabricada em Hermosillo, no México, e com 5,07 metros de comprimento, 1,84 m de largura, 1,74 m de altura e 3,07 m de distância de entre-eixos, a Maverick é maior que a To­ro e sua principal concorrente nos Estados Unidos é a Hyundai Santa Cruz. Com capacida­de para 680 quilos de carga, a picape da Ford tem separadores na caçamba, com revesti­mento em plástico reforçado.

No mercado norte-ameri­cano, a Maverick será ofere­cida nas configurações XL, XLT e Lariat. Haverá ainda o pacote de personalização FX4. Na versão de entrada XL, traz sete airbags, central multimídia com tela torchscreen de oito polegadas e espelhamento para Android Auto e Apple CarPlay, faróis full-LED, ar-condicionado analógico, rodas de aço de 17 po­legadas, frenagem autônoma de emergência, câmera de ré, direção elétrica, iluminação diurna por LEDs e vidros e travas elétricas nas quatro portas. Na XLS, soma rodas de liga leve de 17 polegadas, piloto automático, espelhos com ajustes elétricos, porta-objetos integrados, conectores D-link e trava elétri­ca para a tampa da caçamba.

A top de linha Lariat acrescenta banco do motorista com ajustes elétricos, painel digital com tela de 6,5 polegadas, rodas de liga leve de aro 18, ar-condicionado digital dual zone e chave presencial. A versão mais completa pode ter o pacote Lu­xury, com piloto automático adaptativo, sistema de som Bang & Olufsen com oito alto-falantes e subwoofer, vidros laterais aquecidos, central multimídia Sync 3 com tela touschscreen de oito polegadas, caçamba com iluminação em LED, carregador de smartpho­nes por indução e estepe com roda de 17 polegadas.

Nos EUA, a Ma­verick será a picape mais barata da Ford, par­tindo de US$ 20 mil (cerca de R$ 102 mil pela cotação atual).

SEGURANÇA

Nos recursos de segurança e auxílio à condução, a Mave­rick traz a tecnologia Ford Co-Pilot360, incluindo assistência pré-colisão com frenagem de emergência e faróis altos auto­máticos. Como opcional, pode trazer Cruise Control adaptativo com stop&go, sistema de informação de ponto cego com alerta de tráfego cruzado, centralização de pista e assis­tência de direção evasiva.

A nova picape tem cinco modos de direção como itens de série – Normal, Eco, Esporti­vo, Escorregadio e Re­­boque/Transporte – para me­­lhorar o desempenho em vá­rias condições de trânsito.

Nome próprio

O Maverick foi um cupê criado pela Ford nos Estados Unidos no final dos anos 1960. Também foi fabricado no Brasil de 1973 a 1979 em versões exclusivas com motores de 4,6 litros e oito cilindros, lançado com enfoque comercial bem di­ferente do nor­te-americano, mesmo tendo design idêntico.

Apesar de não ter o mesmo sucesso de vendas no Brasil, o carro tornou-se lendário e, atualmente, é cultuado por pessoas de várias idades. O nome foi esco­lhido em homenagem a Samuel Augustus Maverick, considerado herói da guerra de independência norte-americana, e foi também adotado em um famoso mís­sil ar-terra utilizado pelo exér­cito dos Estados Unidos.

No final dos anos 1960, a Ford buscava um veículo compacto, barato e econômico para concorrer com os carros europeus e japoneses que começavam a ganhar terreno nos Estados Unidos. O Falcon não tinha as características de compactação desejadas e já estava obsoleto, principalmente depois do lançamento do Mustang, em 1964.

No dia 17 de abril de 1969, o Maverick foi lançado com o preço de US$ 1.995 e motores de 2,8 e 3,3 litros, ambos de seis cilindros. O estilo foi claramente copiado do Mustang, mas com mais “suavidade” nas linhas. O sucesso foi imediato e, nos primeiros anos, foram vendidas quase 600 mil unidades, marca bem superior à do próprio Mustang.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*