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Ford Edge ST é vitrine de tecnologia

Ford Edge ST é vitrine de tecnologia
Comercializado no Brasil por R$ 299 mil, o Edge ST mostra a capacidade da Ford de produzir veículos de padrão premium. Fotos: Luiza Kreitlon/Agência AutoMotrix

O Ford Edge jamais vendeu muito no Brasil. Em 2018, teve emplacadas 233 unidades, quase 20 mensais. No início de 2019, a antiga versão Titanium com motor V6 3.5 aspirado dei­xou de ser comercializada e, a partir de abril, o SUV grande da Ford passou a ser oferecido em versão única, a ST, com motor V6 2.7 biturbo EcoBoost, apelo esportivo e generoso pacote de itens de série. O preço saltou dos R$ 232.800 da Titanium para R$ 299 mil na ST, que é completa e não tem opcionais. Este ano, as vendas caíram pa­­ra apenas 124 unidades em no­ve meses – menos de 14 mensais.

Em termos comerciais, o in­vestimento em trazer o Edge ST ao Brasil parece não se justi­ficar. Porém, em termos de mar­keting, o modelo produzido no Canadá cumpre importante fun­ção: mostrar a capacidade de Ford de produzir modelos mais requintados e de alto padrão tecnológico. Mesmo sem volumes expressivos de vendas, a simples presença do Edge no mercado nacional valoriza a marca e ajuda a embalar as vendas de Ka, EcoSport e Ranger, esses sim res­­ponsáveis por fazer as concessionárias gerarem negócios.

Se a principal tarefa do Edge no Brasil é afirmar a capacitação tecnológica da Ford, a decisão de trazer apenas a versão ST foi precisa. É a primeira vez que a fabricante aplica a sigla Sport Technologies, normalmente as­sociada a versões esportivas de carros de passeio, em um utilitário esportivo. O Edge ST é também o primeiro Ford vendido no Brasil com o sistema Copiloto 360, que inclui assistentes como controle de cruzei­ro adaptativo, frenagem auto­mática, sensor de ponto cego com alerta de tráfego cruzado na hora em que o motorista engata a ré, sistema de permanência de faixa, câmera traseira e farol alto automático.

O Assistente Autônomo de Frenagem com detecção de pedestres identifica a presença de pessoas à frente do veículo e informa o motoris­ta, por meio de LEDs vermelhos projetados no para-brisa e avisos sonoros. Além disso, os freios são pré-carregados, permitindo rápida resposta do motorista, se necessário. Caso a colisão seja iminente, o sistema funciona automaticamente para reduzir as consequências da colisão ou até evitá-la. O Edge ST conta ainda com o controle eletrônico de estabilidade e tração e o AdvanceTrac, que mantém o veículo sob controle em manobras bruscas, reduzindo o risco de acidentes.

Também são de série o Assistente de Partida em Rampas (HLA), oito airbags, câmera dianteira de 180º, telas nos encostos dianteiros para o entretenimento de quem vai atrás e sistema de baliza automática.

Por meio de câmera frontal, o Sistema de Permanência em Faixa identifica as faixas de rolamento da estrada e, caso o carro saia da pista, alerta ao motorista usando sons e vibração na direção. O volante corrige o percurso automaticamente para o veículo se manter na faixa.

Se tantas tecnologias embarcadas não bastassem para justificar a elevação de preço de quase 30%, o ST – movido por um motor V6 2.7 EcoBoost biturbo de 335 cv e 55,4 kgfm de torque – oferece performances bem mais instigantes que o Titanium com o beberrão V6 3.5 aspirado de 284 cv e 34,5 kgfm.

Esteticamente, o Edge man­tém basicamente o visual da atual geração, apresentada em 2016. Continua a ser um veículo imponente, com linhas externas refinadas e estilo indefectivelmente Ford. Guarda alguma semelhança com o EcoSport, sobretudo na frente, mas com proposta mais moder­na e arrojada

Por dentro, o estilo é sóbrio e elegante, com acabamento bem cuidado e materiais de óbvia qualidade. O preço, que já é de elitrizantes R$ 299 mil, ainda pode subir em R$ 1.600 se a cor for a perolizada Branco Sibé­­ria, como no modelo testado.

LUIZ HUMBERTO MONTEIRO PEREIRA
Agência AutoMotrix

 

Exuberante, motor 2.7 V6 biturbo complementa recheio superior

Apesar de não ter pretensões a se tornar um “best seller” no Brasil, o Edge ST precisa se manter competitivo. Além dos concorrentes diretos de marcas generalistas, como o Chevrolet Equinox, o modelo da Ford pretende sensibilizar eventuais consumidores dos crossovers grandes de marcas de luxo, como o BMW X5, o Range Rover Evoque e o Volvo XC90. Para tentar elevar a marca popular ao valor atribuído às fabricantes premium, a Ford precisou oferecer vantagens competitivas. Aprimorou o estilo e recheou o Edge com verdadeiro arsenal tecnológico. Juntamente com o motor 2.7 V6 biturbo, a tecnologia é a grande atração do Edge.

Uma dessas tecnologias é o sistema de estacionamento automático, que auxilia o moto­rista durante a entrada e a saída de vagas paralelas e perpendiculares. Por meio de um botão no console central, o motorista seleciona o tipo de manobra que deseja fazer. O sistema controla o volante durante o estacionamento, enquanto o motorista fica responsável somente pelo engate de marchas e acionamento do acelerador e do freio.

Quanto às tecnologias au­tônomas de segurança, como o Assistente Autônomo de Frenagem com detecção de pedestres e o sistema de permanência em faixa, ninguém espera ter de usá-las, mas, ajudam a tornar a viagem mais relaxante e mais segura para o motorista.

Tecnologias automotivas são atraentes e divertidas para muita gente, mas é a performance dinâmica que faz a adrenalina aparecer e justifica a sigla ST do Edge vendido no Brasil. Pisar fundo no acelerador permite ao motorista sentir a exube­rância do motor 2.7 V6 biturbo EcoBoost, que oferece 335 cv de potência a 5 mil rpm e 54,5 kgfm de torque a 3 mil rpm. Ao acionar o botão S de condução esportiva, a calibração do pedal do acelerador se torna mais agressiva e as trocas de marcha, mais imediatas, e o painel de ins­trumentos passa a mostrar um conta-giros com ponteiro.

O sistema de tração inteligente AWD nas quatro rodas analisa o modo de condução do motorista e as condições do terreno, definindo qual tração é enviada para as rodas dianteiras e traseiras. Inspirada nas corridas, a transmissão automática de oito velocidades tem a primeira marcha mais agressiva, para maior capacidade de aceleração.

O Edge ST conta ainda com o E-shifter, botão gira­tório que controla o câmbio e eli­mina a tradicional alavanca de marchas. As trocas manuais no volante permitem buscar condução ainda mais esportiva – o que, na prática, é desnecessário diante da inequívoca força do motor.

VIDA A BORDO

No Edge ST, tudo parece ter sido pensado nos mínimos detalhes para transmitir aos ocupantes a percepção de tecnologia superior, com uma estética valorizada pela iluminação do habitáculo. Na hora de entrar, a aber­tura das portas pode ser feita digitando um código no Keypad, em elegantes teclas iluminadas embutidas na parte externa da coluna da porta. Uma vez lá dentro, não há necessidade de usar qualquer tipo de cabo na hora de carregar o celular: o Edge ST carrega o dispositivo por indução.

O novo Edge ST é equipado com a última geração do Sync 3, o sistema multimídia exclusivo da Ford. Tem tela de alta reso­lução de oito polegadas sensível ao toque, no console central, que permite controlar as funções de entretenimento, climatização, telefone, GPS com mapas em português, além de duas telas LCD de 4,2 polegadas no painel de instrumentos, nas quais o motorista pode configurar e visualizar as funções do veículo.

O sistema de áudio Premium Sound System oferece experiência impactante, graças aos 12 alto-falantes, incluindo o subwoofer traseiro. Também tem CD-player e a tecnologia HD Ra­dioTM. O ar-condicionado di­gital tem regulagem individual de temperatura para motorista e passageiro da frente. Para quem está no banco traseiro, o cros­sover tem sistema de DVD no encosto de cabeça dos bancos dianteiro de 8 polegadas. (LHMP)

 

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