Economia, Notícias

Flexibilização pode ter levado 1,1 milhão de volta ao trabalho

Flexibilização pode ter levado 1,1 milhão de volta ao trabalho
Funcionário do comércio, que teve funcionamento flexibilizado em várias cidades. Foto: Tânia Rego/ABr

A taxa de desocupação aumentou no país na passagem da primeira para a segunda se­­mana de junho. As medidas de flexibilização do isolamento so­cial podem ter encorajado mais pessoas a procurar emprego, mas também levaram mais brasileiros que estavam afastados de volta ao trabalho, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Do­micílios Contínua (Pnad) Co­vid, divulgada ontem (3) pe­­­lo Ins­tituto Brasileiro de Geo­­grafia e Estatística (IBGE).

A taxa de desemprego passou de 11,8% na semana de 31 de maio a 6 de junho para 12,4% na semana de 7 a 13 de junho. No mesmo período, o número de desempregados cresceu de 11,228 milhões para 11,854 mi­lhões, com acréscimo de 626 mi­l pessoas em busca de vaga.

O contingente de trabalhadores ocupados diminuiu, de 83,733 milhões para 83,479 mi­lhões, o equivalente a 254 mil demissões em uma semana.

Por outro lado, o total de trabalhadores ocupados que es­tavam afastados de suas atividades profissionais devido ao distanciamento social diminuiu de 13,504 milhões na semana de 31 de maio a 6 de junho para 12,393 milhões na semana de 7 a 13 de junho. Ou seja, a flexibilização das medidas de isolamento em algumas regiões pode ter levado de volta ao tra­balho 1,111 milhão de pessoas na segunda semana de junho.

Entre os ocupados, 12,5% deles – o equivalente a 8,5 mi­lhões de pessoas – trabalhavam remotamente na semana de 7 a 13 de junho, contra 8,9 mi­lhões na semana anterior.

A população inativa, que não trabalhava nem pro­curava ocupação, caiu de 75 mi­lhões na primeira semana de junho para 74,9 milhões na segunda semana. Dessa população que estava fora da força de traba­lho, cerca de 26,7 milhões de pessoas (ou 35,7%) disseram que gostariam de tra­ba­lhar. Na semana anterior, esse contingente somava 26,8 milhões.

Segundo o IBGE, cerca de 18,2 milhões de inativos não procuraram trabalho por causa da pandemia ou por não encontrar ocupação onde moravam.

O nível de ocupação desceu de 49,3% na primeira semana de junho para 49,0% na segun­da semana do mês. A taxa de informalidade diminuiu de 35,6% para 35,0% no período.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*