Arte & Lazer, Cinema

Filme sobre Elis com Andréia Horta chega às telonas

A cantora Elis Regina ganha o seu primeiro filme  34 anos após sua morte. A atriz Andréia Horta, que já era fã da intérprete gaúcha, passou por intenso preparo para vivê-la nas telas. O longa “Elis”,  que entra em cartaz nesta quinta (24),  mostra a jovem chegando ao Rio para gravar um disco e revela como ela acabou mudando o cenário da música brasileira com sua voz intensa -até morrer aos 36 anos.

“Tive dois meses intensos de preparação, trabalhando oito horas por dia, sete dias por semana. Fiz aulas de canto, tive sessões com uma fonoaudióloga. O mais importante foi a preparação corporal. Assisti a muitos vídeos para observar os movimentos dela, das mãos, dos braços, da coluna, da bacia e toda aquela energia que ia até a ponta dos dedos”, conta a atriz Andréia Horta.

O diretor revela que se viu em uma encruzilhada na hora de selecionar as cenas para o longa, já que Elis teve uma vida intensa, com sucessos, amores, filhos e rompimentos.

“É complicado mostrar uma mulher tão complexa em apenas duas horas. Minha missão é ajudar o público a conhecer mais a Elis e a tentar entender o que aconteceu para que ela morresse tão precocemente”, conta o cineasta Hugo Prata.

Com o filme, ele pretende, ainda, desmistificar a história da artista, esclarecendo, por exemplo, fatos que rodeiam sua morte. “A Elis acabou malvista, mas ela não usava drogas. Ela começou a experimentar cocaína no início da década de 1980, nos seus últimos meses de vida. A morte dela foi trágica, foi um erro de dose.

O laudo dizia que a quantidade de droga que tinha no organismo dela não era suficiente para matá-la. Foi amadorismo, ela misturou com remédio para dormir e álcool. Era uma época em que ela estava separada do segundo marido e com três filhos pequenos, fazendo shows exaustivamente”, defende Andréia.

A importância de Elis para a história da música brasileira e para a luta dos direitos da mulher é lembrada pelo diretor. “Ela lutou contra os tubarões da bossa nova, ritmo que era cultuado no Brasil na época, e chegou com uma nova postura vocal.”

No filme, está rodeada desses tubarões. Aparecem na história o compositor Ronaldo Bôscoli (Gustavo Machado) e o pianista César Camargo Mariano (Caco Ciocler), primeiro e segundo maridos de Elis, além de Miéle (Lucio Mauro Filho), de Jair Rodrigues (Ícaro Silva) e de Nelson Motta (Rodrigo Pandolfo) .

“Elis” ganhou três prêmios no Festival de Gramado deste ano. Foi considerado o melhor filme do ano pelo júri popular, venceu na categoria de melhor montagem e deu a Andréia Horta o prêmio de melhor atriz.

um comentário

  1. Só tenho a dizer que demorou demais esta homenagem mais do que merecida, da nossa querida e saudosa Elis.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*