Diadema, Política-ABC, Sua região

Filippi diz que é apenas uma ‘pulga’ e que história vai julgar Lula

Filippi: “um funcionário de carreira não é do PT” . Foto: Arquivo

O ex-prefeito de Diadema, José de Filippi Junior (PT), citado na denúncia contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo Ministério Público Federal na quarta-feira (14), na qual os autores citam que, como tesoureiro da campanha de Lula em 2006, Filippi “recebeu dinheiro de empreiteira que mantinha contrato com a Petrobras. O ex–prefeito afirmou ao Diário Regional que o momento é de ser solidário ao ex-presidente.

José de Filippi disse que seu nome “é uma pulga”. “Quero expressar a minha solidariedade ao Lula, que é a uma pessoa integra e a história vai julgar e vai dizer. A história caminha para a frente”, declarou.

O ex-prefeito disse na quarta-feira (14) que ainda não havia sido informado se foi citado na denúncia (foi citado na página 84 da denúncia e nos slides de apresentação pelos promotores). “Nem estou sabendo disso. Imagino que devem ter nomeado todos os dirigentes do partido, Rui Falcão (presidente do PT). Acho que o mais importante é expressar solidariedade ao Lula e à família dele. Meu nome no meio disso, eu sou só uma pulga”, completou.

O petista declarou que a denúncia é “mais uma afirmação caluniosa”. “Fui tesoureiro de duas campanhas com as contas aprovadas. Fico indignado de ver, Pedro Barusco (ex-diretor da Petrobras), na campanha de 2006, para arrecadar R$ 89 milhões precisei de quatro meses e ainda deixei R$ 10 milhões de dívidas. Esse cara, de terceiro escalão, devolveu R$ 90 milhões do que roubou. Um funcionário de carreira, não é do PT”, destacou.

“Agora, será que a corrupção só existe na Petrobras? E a Sabesp, heim? E o Metrô de São Paulo? Outras empresas. Será que é por que não tem ou por que não investigam?”, questionou. O petista declarou, ainda, que Lula está sendo caluniado pelos méritos dele. “Criou instrumentos para investigar, deu força para a Polícia Federal, para o Ministério Público, criamos a Controladoria Geral da União, um Tribunal de Contas mais independente, embora ainda tenha problemas”, concluiu.

O ex-prefeito relembrou, também, o episódio em que agentes da Polícia Federal realizaram busca e apreensão em sua residência, em março deste ano. “Os caras foram na minha casa, levaram documentos, coisas da minha mulher, uma arbitrariedade. O Teori (Zavaski, ministro do Supremo Tribunal Federal) deu 60 dias para devolverem computador da minha mulher e do meu filho. Eles desrespeitaram. Essa força-tarefa de Curitiba, com essa força que a mídia está dando, se transformou em justiceiros. Não é uma instituição que está ligada ao estado democrático de direito”, finalizou.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*