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Filippi: ‘acho improvável chapa Lula-Alckmin no primeiro turno’

Prefeito de Diadema acredita que os afagos públicos visam à aliança no segundo turno. Foto: Angelica Richter
Prefeito de Diadema acredita que os afagos públicos visam à aliança no segundo turno. Foto: Angelica Richter

A possível chapa Lula-Alckmin para a disputa das eleições presidenciais em 2022 continua em destaque. Desde que foram anunciadas as conversas entre os dois políticos, ambos vêm trocando afagos públicos. No início da semana, em visita ao Parlamento Europeu, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou
ter “extraordinária relação de respeito” com o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), apontado como possível vice em uma chapa encabeçada pelo petista.

“Tenho uma extraordinária relação de respeito com Alckmin. Fui presidente quando ele foi governador. Conversamos muito. Não há nada que aconteceu entre mim e o Alckmin que não possa ser reconciliado. Não há”, afirmou.

Por sua vez, o agora “quase ex-tucano”, declarou que se sente honrado com a lembrança de seu nome pelo PT e não rechaçou a possibilidade de compor chapa com o petista.

Em entrevista ao Diário Regional, o prefeito de Diadema, José de Filippi Jr (PT), afirmou que, neste momento, não acredita na possibilidade de composição da chapa. “Acho que temos de olhar isso com um pouco de cautela. O que sei é que existe a possibilidade de o Alckmin ir para o partido de (Gilberto) Kassab (PSD) e sair candidato ao governo de São Paulo junto com o PSB. O Kassab confirmou que vai lançar candidato a presidente da República e já manifestou simpatia pela candidatura de Lula. Porém, acho mais prudente, de fato, se colocarem em um campo político em que o
Alckmin sempre esteve, mais conservador. Mais para o centro-direita. Vejo esse movimento como um ensaio para o que pode ser o segundo turno”, afirmou.

Segundo Filippi, um “jogando confete” no outro já prepara o caminho lá na frente. “Acho muito difícil ter essa aliança logo no primeiro turno. É difícil. É impossível? Nada é impossível. A certeza até agora é que Fernando Haddad (PT) é nosso candidato a governador, o Lula a presidente e vamos trabalhar pelos dois”, pontuou.

DE SAÍDA

Após acenar com a possibilidade de deixar o PSDB, partido pelo qual foi quatro vezes governador pelo PSDB em São Paulo e duas vezes candidato a presidente da República, Alckmin tem conversado com uma série de partidos, dentre os quais PSB, PSD e União Brasil, resultado da fusão do DEM com PSL.

A expectativa é de que o ex-governador de São Paulo só bata o martelo de sua saída do PSDB após as prévias deste domingo (21). O embate principal está entre o governador de São Paulo, João Doria, e o do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.

Vale destacar que no ABC o futuro candidato a presidente pelo PSDB não é consenso. Doria conta com apoio do prefeito de São Bernardo, Orlando Morando, o qual trabalha para sair vice na chapa de Rodrigo Garcia ao governo do Estado, o qual conta com a
bênção do atual governador. Já Eduardo Leite recebe apoio do prefeito de Santo André, Paulo Serra, que, inclusive, é coordenador de sua campanha.

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