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Fila no Hospital Dia de Santo André é de 900 pacientes

Serra: “retomamos uma parte do atendimento em Saúde da cidade que estava paralisado”. Foto: Ricardo Trida/PSA

A Prefeitura de Santo André reinaugurou, na tarde de ontem (25), o Hospital Dia do antigo Centro Hospitalar Municipal, agora Hospital Municipal Newton da Costa Brandão. O equipamento, que realiza cirurgias eletivas de baixa complexidade, estava fechado desde outubro do ano passado, o que gerou fila de 900 pacientes. Após a reinauguração, a expectativa é que sejam realizados 120 procedimentos por mês, dos quais 20 já estão agendados para hoje (26).

Segundo o diretor do hospital, Carlos Eduardo R.Corsi, no prazo de um ano a fila deve ser zerada, além do atendimento de novos pacientes. O fechamento de um andar inteiro do complexo hospitalar ocorreu, de acordo com o prefeito Paulo Serra (PSDB), devido à falta de gestão da antiga administração municipal.

“Retomamos uma parte do atendimento em Saúde da cidade que estava paralisado. A demanda que isso gerou em cirurgias de baixa complexidade que não eram feitas por falta de gestão na saúde”, declarou.
Corsi explicou que os atendimentos foram sendo reduzidos, até que no ano passado acabaram suspensos.

“Tínhamos falta de profissionais, técnicos de enfermagem e enfermeiros, além de materiais e equipamentos”, relatou o diretor. “A equipe já foi reposta e os equipamentos, carrinhos de cirurgia, também já foram comprados”, completou. O investimento foi de R$ 350 mil em recursos municipais. As duas salas de cirurgia que estão sendo reabertas estavam sendo utilizadas como depósito de equipamentos.

As cirurgias de baixa complexidade incluem retirada de pintas, remoção de cicatrizes, cirurgias de hérnias umbilicais e ingnais, remoção de pedra na vesícula, varizes, e cirurgias plásticas reparadoras. “Nossa maior demanda são cirurgias de retirada de pedra na vesícula. De 300 a 400 desses 900 pacientes precisam desse tipo de atendimento”, destacou Corsi.

Fila Zero

A Prefeitura de Santo André deve firmar nos próximos dias convênios com dois estabelecimentos médicos da cidade que vão aderir ao programa Fila Zero na Saúde, trocando dívidas com a administração por atendimento como consulta, exames e até pequenas cirurgias. Uma comissão de seis pessoas, com representantes da Secretaria de Saúde, Finanças e Câmara, vai acompanhar e gerir o programa.

“Temos urgência e queremos que tudo aconteça o quanto antes. Em até cinco dias a comissão vai estar formada e vamos dar início aos procedimentos”, explicou a secretária de Saúde, Ana Paula Peña Dias. De acordo com a secretária, a dívida que as empresas possuem com a prefeitura – o Hospital e Maternidade Christovão da Gama e a Clínica Ana Rosa, os dois maiores devedores e que respondem por mais de 90% dos R$ 246 milhões que a prefeitura tem a receber de estabelecimentos de saúde – será o bastante para zera a fila de exames e consultas e ainda garantir novos atendimentos.

“Isso vai garantir que não se crie uma nova fila. Também estamos aprimorando os atendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), investindo não apenas na quantidade, mas também na qualidade do atendimento”, destacou Ana Paula. “Se as pessoas não estão satisfeitas, se não forem encaminhadas, se não tem o medicamento, não adianta, porque surge uma outra fila. A qualidade faz parte disso”, completou Paulo Serra.

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