Copa do mundo, Esportes

Fifa restringe consulta de árbitro a monitor de vídeo no Mundial

A Fifa fez ajustes no sistema de árbitro de vídeo (VAR) para a Copa do Mundo da Rússia e criou protocolo que determina quando o juiz deve consultar o monitor na lateral do campo para rever jogadas. Os objetivos são evitar demora na revisão de jogadas e fazer o jogo fluir.

A recomendação da Fifa é que o árbitro só recorra ao monitor fora do campo quando estiver sendo feita a revisão de um lance interpretativo, como o impedimento de um atleta que pode ter interferido em lance de gol, e faltas que levem a um gol, à marcação de pênalti ou a uma expulsão. Anteriormente, a Fifa dizia que o árbitro poderia verificar o monitor em qualquer situação em revisão pelo VAR.

Em outros seis incidentes, classificados pela Fifa como factuais, o árbitro deverá tomar a decisão de rever ou não a marcação baseado apenas na comunicação por rádio com equipe de arbitragem de vídeo.

Relatório divulgado em ja­neiro pela International Board, com base na análise de 804 jogos, indica que uma decisão após consulta ao árbitro de vídeo costuma ser tomada em um minuto. Nos casos em que foi feita consulta ao monitor ao lado do campo, houve demora de até quatro minutos.

A equipe de VAR trabalhará em uma central no International Broadcast Centre (IBC), em Moscou. As imagens captadas pelas câmeras serão enviadas diretamente para o centro por meio de sistema de fibra ótica. Do IBC, a equipe do VAR terá comunicação direta com o árbitro no campo via rádio.

“É necessário um tipo diferente de preparação, mas todos os que trabalharão com o sistema já passaram por treinamentos e seguirão se aperfeiçoando. É um trabalho estressante”, afirmou o árbitro alemão Felix Zwayer, em vídeo divulgado pela Fifa.

Após a decisão ser tomada, os telões dos estádios mostrarão o replay do lance para que os espectadores entendam o que foi marcado. O mesmo será feito na transmissão de TV.

Os valores para o uso do VAR na Copa não são divulgados pela Fifa, que afirma haver cláusulas de confidencialidade com fornecedores e ainda estar fechando o orçamento. A entidade arcará com os custos, assim como aconteceu em competições nas quais o sistema foi testado, como a Copa das Confederações de 2017 e os dois últimos Mundiais de Clubes.

 

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