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Fiat Uno completa 35 anos de produção no Brasil

Fiat Uno completa 35 anos de produção no Brasil
Linhas modernas para a época e a aerodinâmica eficiente marcaram o Uno no seu lançamento, em 1984. Foto: Divulgação/Fiat

O carro que impulsionou as vendas da Fiat no país completou 35 anos. Tudo começou em agosto de 1984, quando a empresa apresentou ao mer­­ca­do brasileiro um mo­­delo que cai­ria rapidamente no gos­to popular: o Uno. Desde en­tão, a montadora produziu 4 mi­lhões de unidades do hat­ch na fábrica de Betim (MG).

“Pequeno por fora e grande por dentro”, o Uno se transformou em ícone ao proporcionar grande espaço interno em um tamanho compacto. No entanto, o design ousado e as linhas retas e truncadas causa­ram es­tra­nha­mento inicial, a ponto de o mo­delo receber apelidos maldosos, como “bota ortopédica”.

Com o tempo, porém, o hat­ch superou o preconceito – e alguns problemas, como o câmbio impreciso – e conquistou os brasileiros, a ponto de se manter na linha Fiat até hoje. Além de ser vendido no Brasil, é expor­tado para Argentina, Colômbia, México, Costa Rica, Guatemala, Chile, Uruguai, Bolívia e Peru.

Desenhado por Giorgetto Giugiaro, o modelo foi lançado um ano antes na Itália e logo depois chegou ao Brasil, adaptado aos usos e costumes tropicais. Isso incluiu o estepe colocado no cofre do motor com o objetivo de aumentar o porta-malas e facilitar o ma­nuseio do proprietário em ca­so de possível troca.

A missão do Uno era subs­tituir o Fiat Spazio, atualização do hatch 147 de vendas ape­nas discretas no mercado bra­sileiro. Seu principal concor­rente era o Volks­wagen Gol, que já tinha “família” constituí­da no país: o sedã Voyage, a pe­rua Parati e a picape Saveiro.

Por isso não demorou para o modelo – equipado inicialmente com os motores 1.050 (52 cv) e 1.300 (71 cv) herdados do 147 – ganhar seus derivados: o três-volumes Prêmio, em 1985; a perua Elba, no ano seguinte; e o furgão e a picape Fiorino, em 1988.

Entre as versões de des­taque do Uno figura a esportiva 1.5R, lançada para rivalizar com o VW Gol GT – que, na época, já havia aposentado os motores refrigerados a ar.

A maior inovação, po­rém, veio em 1990. Na esteira da re­dução, pelo go­verno, das alí­quotas do Imposto sobre Pro­dutos Industrializados (IPI) pa­­ra modelos entre 800 cm³ e um litro, a Fiat lançou o Uno Mille e, com isso, criou o conceito de carro popular com motor 1.0. A solução não demorou a sair, uma vez que a montadora já exportava para a Itália versão com motoriza­ção de 1.000 cm³, o Uno Bee.

No primeiro ano foram ven­didas 100 mil unidades, êxito que continuou durante a década de 1990, o que permitiu à Fiat assumir a liderança do mer­­ca­do no ano 2000 e se consolidar nessa posição durante a dé­ca­da passada e parte da atual.

O Uno também se envolveu em polêmicas. Em 1995, a Fiat foi multada em quase R$ 4 mi­lhões (R$ 17,9 milhões, em valores atuais) por driblar os ensaios de emissão de poluentes do carro, em caso similar ao que teve a VW como protagonista em 2015.

NOVO UNO

Em 2010 a Fiat lançou a no­va geração do Uno, que conviveu até 2013 com a carroceria antiga. O Mille deixou de ser produzido devido à regulamentação do Conselho Na­cional de Trânsito (Contran), que obrigava os carros a saír de fábrica com ABS e airbags.

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