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Fenabrave revisa para baixo previsão de crescimento nas vendas de veículos

Fenabrave revisa para baixo previsão de crescimento nas vendas de veículosA Federação Nacional da Dis­­­tribuição de Veículos Auto­mo­­­­to­res (Fenabrave), que re­pre­sen­­­ta as concessionárias, re­­vi­sou pa­­­ra baixo as projeções de crescimento nas vendas de automó­veis e comerciais leves, em meio à res­trição na oferta de pro­­dutos provocada pela escassez global de semicondutores.

A entidade, que projetou em janei­ro ex­­pansão de 15,8% no total de emplacamentos ao final do ano, agora pre­vê alta de 10,7%, pa­ra 2,16 milhões de unidades.

“Porcentualmente po­­­de parecer muita diferença. Po­rém, em termos de volume, es­tamos fa­lando de 100 mil unidades, o que não é expressivo. Caso a pro­dução se regularize, esse resultado cer­tamente se reverterá para as projeções iniciais”, disse o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior, durante en­trevista coletiva concedida online para apresentar os dados do setor no primeiro semestre.

Em junho, as vendas de au­tomóveis e comerciais leves so­maram 169,3 mil unidades, re­sultado 38,2% superior ao apu­rado em igual mês de 2020 (quando o setor ainda sofria o primeiro choque da pandemia de covid-19), mas 3,3% inferior ao de maio deste ano.
No primeiro semestre, o se­tor acumula pouco mais de 1 mi­lhão de emplacamentos, to­tal 31,9% superior ao re­gistra­­do em igual período de 2020.

Apesar do crescimento expressivo, Assumpção Júnior pon­derou que o resultado já era esperado, de­vido à base de comparação fraca, uma vez que a economia praticamente parou em abril do ano passa­do. Segundo o presidente da Fena­brave, caso a produção es­tivesse normalizada, a oferta teria sido ao menos 200 mil unidades maior no semestre.

Em junho, me­tade das fábricas de automóveis do país teve de parar toda ou parte da produção por falta de componentes eletrônicos.
“O principal gargalo tem sido a falta de produtos, em função dos problemas de abas­tecimento da indústria. Não fosse isso te­ríamos um resultado bem me­lhor, uma vez que, apesar das recentes ele­vações dos juros, o mercado de crédito continua aquecido, assim como a demanda”, re­velou Assumpção Júnior.

PESADOS

No segmento de pesados, a Fenabrave também revisou as projeções de crescimento, mas para cima. No de caminhões, a previsão saltou de 21,7% para 30,5%, com vendas totais estimadas em 116,4 mil unidades; no de ônibus, su­biu de 8,2% para 10,6%, com 20,2 mil em­­placamentos projetados.

Assumpção Júnior expli­cou que os veículos pesados são me­nos dependentes de com­­po­nen­tes eletrônicos. Além dis­so, as vendas de caminhões têm sido beneficiadas pelo bom momento do agronegócio e pela recuperação acima do espera­do na atividade econômica.

Em junho, o total de emplacamentos de caminhões re­cuou 2,3% ante maio, para 11,1 mil unidades. Porém, no primeiro semestre, houve avanço de 54,5%, para 58 mil.

No segmento de ônibus, o presidente da Fenabrave des­tacou que as vendas seguem impactadas pela pandemia, que reduziu a circulação de pessoas, afetando tanto as empresas de transporte público como as de turismo. Assim, a revisão na projeção reflete um ajuste estatístico, e não mudança no cenário.

Em junho, o total de emplacamentos de ônibus re­cuou 7% ante maio, para 1,8 mil unidades. Porém, no primeiro semestre, houve crescimento de 18,3%, para 9,3 mil.

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