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Fenaban melhora proposta para acordo de dois anos com bancários

A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentou ontem (5) nova proposta aos trabalhadores do setor, que entram hoje no 31º dia de greve nacional.

A entidade elevou de 7% para 8% a oferta de reajuste salarial, manteve o abono em R$ 3,5 mil e propôs aumento de 15% no vale-alimentação, 10% no vale-refeição e 10% no auxílio creche-babá. A Participação nos Lucros e Resultados (PLR) seria corrigida em 8%.

Se o índice oferecido para este ano fica abaixo da inflação acumulada nos 12 meses anteriores à data-base (9,62%, pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor), para 2017 a Fenaban propõe a reposição do INPC mais 1%, índice que seria aplicado nos salários e benefícios.

O Comando Nacional dos Bancários – que negocia em nome de 140 sindicatos de todo o país – também arrancou da negociação com a Fenaban a compensação total dos dias parados, mas a bancada patronal diz que a proposta só vale até hoje, quando devem ocorrer assembleias.

A proposta inclui ainda o aumento da licença paternidade para 20 dias e a criação de centro de realocação e requalificação.

Reivindicação

Desde o início da campanha, os bancários pedem e reposição da inflação mais aumento real de 5%. No ano passado, a greve durou 21 dias e garantiu aumento real de 0,11%. Esta é a greve da categoria mais longa desde 2004, segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).

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