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Favoritos ao título da São Silvestre chegam a São Paulo

Admasu, William Kibor, Jemima, Ayalew, Failuma e Joziane, durante coletiva. Foto:Peter Leone/Futura Press/Folhapress

Os atletas favoritos à conquista da tradicional Corrida Internacional de São Silvestre, que em 2016 completa 92 anos de existência, já estão em São Paulo. Na tarde de ontem (29), os corredores deram entrevistas a jornalistas em um hotel na região da Avenida Paulista e falaram sobre as dificuldades da prova, que acontece amanhã (31), com largada do pelotão feminino às 8h40 e, do masculino, às 9h.

A queniana Jemima Sumgong, campeã da maratona nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, é uma das favoritas da prova feminina. Jemina disse que pretende sair vitoriosa novamente no país, mas admitiu que a São Silvestre é mais difícil para ela do que foi a maratona olímpica por causa da distância: a São Silvestre tem 15 km, mas Jemina prefere distâncias maiores, de menor velocidade, como a maratona, que tem 42 km.

“Prefiro correr distâncias mais longas, então a São Silvestre será mais difícil para mim do que a Olimpíada”, disse.

A principal concorrente da queniana é a etíope Yimer Ayalew, que venceu a São Silvestre em 2008 e foi bicampeã em 2014 e no ano passado.

A alta temperatura registrada nos últimos dias em São Paulo não preocupa tanto os atletas, mas a umidade pode ser obstáculo, segundo o técnico e agente de africanos Moacor Marconi, o Coquinho.

“O calor é prejudicial a todos, mas para os africanos, o que mais prejudica não é o calor, é a umidade. Este é um problema seriíssimo porque lá a umidade é baixa e aqui, quando sobe demais, isso reflete em qualquer musculatura, definha”, explicou Coquinho, que tem em sua lista de atletas nomes como Dawit Admasu, da Etiópia, vencedor da São Silvestre em 2014.

“O calor demorou um pouco mais para vir e, quando veio, veio com força total, mas nós que somos atletas profissionais procuramos sempre fazer a adaptação bacana para no dia chegar e não sofrer com isso. Hidratação é fundamental”, disse a atleta Joziane Cardoso, melhor brasileira na prova do ano passado, a quinta posição. “Procurei fazer um trabalho de força para não sofrer tanto na (Avenida) Brigadeiro – que, dependendo da prova, define muita coisa. Procurei treinar mais cedo e fazer a adaptação”, acrescentou.

Giovani dos Santos, melhor brasileiro no ano passado, também na quinta posição, disse que espera chegar melhor que os quenianos no sábado. “Estou treinado para enfrentar qualquer tipo de situação.”

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