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Faturamento de pequenas empresas da região cai pelo quarto ano consecutivo

Faturamento de pequenas empresas da região cai pelo quarto ano consecutivo
Nas micro e pequenas empresas do ABC, a recuperação começou mais tarde. Foto: Arquivo/Agência Brasil

As micro e pequenas empresas (MPEs) do ABC amargaram, em 2017, o quarto ano consecutivo de queda real (considerada a inflação) nas vendas. O setor viu seu faturamento cair 7,7% no ano passado, segundo levantamento men­sal divulgado ontem (7) pelo escritório paulista do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-SP).

Em 2014, a pesquisa – realizada em parceria com a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) – já havia detectado recuo de 4,6% nas vendas das MPEs da região, seguido de re­tração de 16,2% no ano seguinte e de 15,6% em 2016. No quadriênio, a retração é de 37,7%.

Em nota, o Sebrae-SP atri­buiu o péssimo resultado de 2017 ao fato de a região concentrar MPEs da indústria, cuja recuperação demorou mais do que a de outros setores. “Especificamente pa­ra as micro e pequenas empresas do ABC, a retomada começou apenas em outubro; é possível que, nos próximos meses, já apareçam resultados melhores”, disse em nota o diretor-superintendente do Sebrae-SP, Bruno Caetano.

O resultado do ABC destoou do bom desempenho das MPEs paulistas. No Estado de São Paulo, o setor conseguiu encerrar 2017 com aumento de 5,1% no faturamento real sobre 2016.

A receita total das MPEs paulistas no ano passado foi de R$ 635,9 bilhões, o que representa R$ 30,9 bilhões a mais do que no montante acumulado de 2016.

Ao considerar apenas dezembro de 2017, houve aumento de 0,4% nas receitas em relação ao mesmo mês do ano anterior. Apesar de a alta ser relativamente pequena, foi o décimo mês consecutivo de crescimento real no faturamento, quando comparado com igual período do ano anterior.

“São dez meses ininterruptos de crescimento do faturamento dos pequenos negócios, um claro sinal de que a retomada da economia está mais consistente, puxada pela queda da inflação, redução da taxa de juros e retomada o poder de compra das famílias”, explicou o presidente do Sebrae-SP, Paulo Skaf. “Agora é acelerar as reformas e crescer.”

Em 2017, o faturamento das MPEs foi puxado pelo comércio e pelos serviços, que registraram aumento de 5,6% e 6,4% na receita real, respectivamente, ante o acumulado de 2016. As MPEs da indústria, porém, chegaram ao fim do ano passado com variação de -0,7%. Este setor foi o último a apontar recuperação no seu desempenho, ocorrida principalmente no segundo semestre.

No corte geográfico, o melhor desempenho foi das MPEs da Capital, com aumento nas vendas de 7%.

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