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Faturamento das MPEs da região cai 14,1% em julho

MPEs da indústria têm sido as mais afetadas pela crise. Foto: Arquivo

Em mais um mês de desempenho afetado pela crise econômica, o faturamento real (descontada a inflação) dos pequenos negócios do ABC caiu 14,1% em julho ante o mesmo mês do ano passado, mostra pesquisa conjuntural do escritório paulista do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-SP).

No acumulado do ano até julho, as receitas do setor na região recuaram 14,4% em comparação ao mesmo período do ano passado, como consequência da fraca demanda.

O péssimo desempenho deste ano dá continui­dade ao movimento de retração das MPEs dos sete municípios iniciado em 2014, quando o Sebrae-SP apontou queda de 4,6% nas vendas, e que continuou no ano passa­do, com novo tombo de 16,2%.

O recuo na receita das MPEs atingiu os cinco cortes geográficos acompanhados pelo Sebrae-SP. Por setores, na comparação entre agosto deste ano e o mesmo mês de 2015, o faturamento caiu 13% na indústria, 12% nos serviços e 8,7% no comércio.

“O consumo permanece desaquecido, já que o desemprego ainda está alto e a renda real do trabalhador está menor. Isso mantém as compras das famílias brasileiras em níveis baixos, o que prejudica a receita das MPEs. A previsão é que esse cenário apresente alguma melhora em 2017, o que trará benefício direto para os pequenos negócios”, disse o diretor-superintendente do Sebrae-SP, Bruno Caetano.

Os demais indicadores confirmam o péssimo momento das MPEs da região. O nível de pessoal ocupado caiu 16,5% em julho ante o mesmo mês de 2015, enquanto a folha de salários recuou 14,5% na mesma comparação.

Confiança

Em contrapartida aos indicadores de desempenho ain­da bastante ruins, a pesquisa aponta melhora no nível de confiança dos micro e pequenos empresários.

A parcela dos donos de MPEs que aguardam melhora no faturamento nos próximos seis meses aumentou sensivelmente: eram 20% em julho do ano passado e, um ano depois, subiu para 34%. Os empresários que esperam estabilidade caíram de 60% para 51% na mesma comparação.

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