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Fase emergencial faz número de casos e de mortes por covid ter redução no ABC

São Bernardo registrou queda de 15,2% no número de casos de coronavírus. Foto: Arquivo/Gabriel Inamine/PMSBC
São Bernardo registrou queda de 15,2% no número de casos de coronavírus. Foto: Arquivo/Gabriel Inamine/PMSBC

Por Wilson de Sá especial para o DR

São Caetano, Santo André e São Bernardo apresentaram queda no número de casos confirmados e de mortes entre os dias 22 de março e 4 de abril. A redução mostra que a fase emergencial do Plano São Paulo, que está em vigor desde o dia 15 de março e segue até 11 de abril, começou a apresentar resultados positivos.

A maior redução foi em São Caetano. No período, a cidade registrou queda de 287 casos, redução de 68,4%, e 11 mortes a menos (-30,6%).

Entre os dias 22 a 28 de março foram 420 casos confirmados na cidade, e 36 óbitos. Já entre 29 de março e 4 de abril, foram 133 casos, e 25 mortes.

Em Santo André, entre os dias dia 28 de março a 3 de abril, a redução foi de 60,2% nos casos confirmados – caiu de 2.650 para 1.594. Já a queda no número de óbitos foi de 64,11%, de 39 para 25 no período.

A menor redução foi em São Bernardo. A cidade apresentou queda de 15,2% nos casos. Entre os dias 21 e 28 de março, foram contabilizados 1.654 casos confirmados, e 76 óbitos. Já entre 29 de março e 4 de abril foram 1.403 casos e 64 falecimentos.

Os números de Diadema estão defasados já que não contabiliza finais de semana e feriado. Entre 22 de março e 4 de abril, foram confirmados 1,256 casos e contabilizados 53 mortes. Desses totais, 728 casos foram confirmados entre os dias 29 de março e 4 de abril. Foram 200 registros a mais que período entre dias 23 e 26 de março, com 528 casos, ou seja, 27,5% a mais entre uma semana e outra. Já as mortes, foram 31 nesta semana e 22 na anterior, portanto, nove óbitos a mais.

Não estão nesse cálculo, os dias 27 e 28 de março e 2 e 3 de abril, cujos números não foram divulgados até o fechamento dessa matéria.

Mauá não divulgou os dados para comparação entre as duas semanas, até o fechamento desta matéria.

FASE EMERGENCIAL

A fase emergencial do Plano São Paulo estabeleceu medidas mais duras de res­trição à circulação pública e funcionamento de algumas atividades até o dia 11 de abril, inclusive parte daquelas classificadas como essenciais.

Desde o dia 15 de março, a fase emergencial determina toque de recolher entre 20h e 5h, proíbe o acesso a parques e praias, além de retiradas presenciais de produtos em restaurantes e lanchonetes. Suspende, também, o atendimento presencial em lojas de material de construção, as ce­lebrações religiosas coletivas e atividades esportivas em grupo. Lojas e restaurantes só podem fazer entregas a clientes dentro de veículos (drive thru), entre 5h e 20h, ou por entrega em sistema delivery por telefone ou aplicativo.

No ABC, os prefeitos decidiram adotar medidas ainda mais restritivas. A fim de intensificar o iso­lamento social, os chefes de Executivo decidiram antecipar quatro feria­dos municipais, que se somaram ao feriado nacional da Paixão de Cristo (2) e a dois finais de semana, totalizando nove dias.

Os serviços essenciais tiveram de que encerrar as atividades às 17h durante o período. A circulação de pessoas e veículos ficou restrita das 22h às 4h e o transporte público suspenso das 22h às 4h.

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